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Jogo sujo vai começar, diz Covas após Russomanno citar ausência de Doria

Bruno Covas indicou que não vai responder a ataques - PETER LEONE/ESTADÃO CONTEÚDO
Bruno Covas indicou que não vai responder a ataques Imagem: PETER LEONE/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

27/10/2020 13h54

O prefeito de São Paulo e candidato a reeleição, Bruno Covas (PSDB), decretou que o jogo sujo vai começar nas eleições municipais. Ele afirmou isso no horário eleitoral, um dia depois de Celso Russomanno (Republicanos) alfinetá-lo, destacando a ausência do governador João Doria na propaganda eleitoral.

Bruno Covas não citou Russomanno diretamente. Mas destacou que superou o adversário nas pesquisas eleitorais numericamente - eles ainda estão empatados tecnicamente, pela margem de erro. Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 22 de outubro, o tucano tem 23% contra 20% de Russomanno. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O prefeito também indicou que não vai responder aos ataques. "Obrigado, São Paulo! A pesquisa mostra que estamos subindo. Cada vez mais, é mais gente ao nosso lado. Mas agora vamos continuar mantendo pés no chão e focar na cidade de São Paulo. Claro que agora o jogo sujo vai começar. Os ataques vão aparecer, mas vamos deixar a raiva de lado e vamos, com amor, falar da nossa cidade", disse Bruno Covas, depois de mostrar vídeos sobre a própria carreira e ações na prefeitura da cidade.

Doria é do PSDB, assim como Bruno, mas não aparece em nenhuma campanha do prefeito. Russomanno destacou isso em vídeo que tem sido veiculado desde ontem.

"Cadê o Doria, vocês viram o Doria por aí? Ele não aparece nem na propaganda do Bruno. Será que o prefeito esconde o governador com medo de atrapalhar?", pergunta Russomanno no vídeo do horário eleitoral, que inclusive foi exibido hoje.

Um dos motivos apontados para o distanciamento de Covas e Doria é a rejeição do governador. Segundo pesquisa do Datafolha, 60% dos eleitores de São Paulo afirmam que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado por Doria.

Bruno Covas tem apresentado um discurso que vai na contramão de Doria. Quando venceu a eleição para prefeito, o atual governador sempre destacava que era um gestor, não um político. Já Bruno tem mostrado um vídeo em que diz ter orgulho de ser político, pois sempre teve essa vocação.

Apesar dessa divergência, o termo Bruno-Doria é frequentemente usado por Russomanno para criticar o adversário. E outros candidatos fazem o mesmo. No primeiro debate eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, foi a vez de Jilmar Tatto (PT) usar o governador de São Paulo contra o adversário. O petista citou o vínculo entre os dois políticos do PSDB ao defender a volta do programa De Braços Abertos, que foi finalizado durante a gestão tucana.

Em entrevista ao jornal O Globo, o atual prefeito de São Paulo negou que esteja tentando se descolar do tucano, de quem foi vice enquanto Doria comandou a capital. Segundo Covas, a ideia é que sua propaganda mostre aspectos positivos de seu mandato, e não se aproveitar de padrinho político.

O recado de Covas foi para Celso Russomanno, que se escora na proximidade com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e Jilmar Tatto, que usa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como destaque na campanha.