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Com Maguito Vilela intubado com covid, filho "ocupa" eleição em Goiânia

O candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB, Maguito Vilela, em foto do dia 12/11 - Divulgação
O candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB, Maguito Vilela, em foto do dia 12/11 Imagem: Divulgação

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

28/11/2020 16h08Atualizada em 28/11/2020 22h46

As boas e más notícias para o candidato a prefeito Maguito Vilela (MDB) se misturam faltando um dia para a eleição em Goiânia. Intubado após infecção pelo novo coronavírus, seu estado de saúde pouco evolui, ao mesmo tempo em que o favoritismo cresce e o filho, Daniel Vilela, ocupa seu espaço e até o do vice, o pastor Rogério Cruz (Republicanos).

Maguito cumpriu sua agenda de campanha no 1º turno por 21 dias até que, em 19 de setembro, foi diagnosticado com covid-19. Depois de internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da cidade, precisou ser transferido às pressas para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi intubado duas vezes.

Enquanto a saúde se deteriorava, seu nome desbancava o principal adversário, Vanderlan Cardoso (PSD), nas pesquisas de intenção de voto. Segundo pesquisa Ibope divulgada há quatro dias — a primeira realizada para o segundo turno — o candidato lidera com 54% contra 31% do adversário.

Além de cair nas sondagens, o candidato apoiado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) precisou lidar com o filho de Maguito, um peso-pesado da política no estado, que assumiu boa parte das atividades do pai na campanha.

Daniel Vilela faz discurso em evento em Goiás (GO) - Daniel Vilela/Facebook/Divulgação - Daniel Vilela/Facebook/Divulgação
Daniel Vilela faz discurso em evento em Goiás (GO)
Imagem: Daniel Vilela/Facebook/Divulgação

Daniel é presidente do MDB de Goiás e vice-presidente nacional da legenda. Hábil articulador, foi ele quem costurou as principais alianças para a campanha do pai, inclusive a escolha do vice.

Desde que Maguito saiu de cena, em 18 de outubro quando sentiu os primeiros sintomas, ele passou a dividir os holofotes com o vice em eventos de campanha e, principalmente, nas atualizações sobre o estado de saúde do pai. Hoje cedo, foi ele quem falou com a imprensa sobre o pai após carreata por Goiânia.

Além de comandar o partido e ser filho do candidato, Daniel gozava da popularidade herdada na eleição de 2018 para governador, quando ficou em segundo lugar.

"Sui generis"

Desta vez, o inesperado protagonismo do emedebista incomodou a chapa adversária, que chegou a questionar a substituição do vice por Daniel na maioria das entrevistas coletivas. Ao site local Mais Goiás, a campanha de Vanderlan falou que a eleição vivia um "momento sui generis".

"Na ausência do candidato é o vice quem deve responder. Para respeitar as regras de equidade e serem justos nas entrevistas, sabatinas e debates, os veículos deveriam respeitar essa prerrogativa", afirmaram.

Ao UOL, a campanha de Maguito admite o papel de destaque de Daniel na campanha, mas afirma que "a ponta de lança da campanha e atividades e representação da chapa é do vice", uma vez que o filho viaja muito a São Paulo para visitar Maguito.

"Houve uma divisão de tarefa com Daniel fazendo atuação mais política na transição para o segundo turno e o vice com as atividades de campanha", afirma.

Candidato não saberá se venceu

Enquanto isso, Maguito segue intubado. Esta semana, ele passou por uma traqueostomia a fim de que respirasse por meio de uma sonda.

A situação é tão delicada que o candidato não deve conhecer o resultado da eleição.

Se sair vencedor ou mesmo se perder, caberá ao vice, ladeado por Daniel Vilela, o pronunciamento oficial na noite de amanhã.

Maguito não tem qualquer previsão de alta. Aos familiares, os médicos dizem que o candidato deve passar boa parte de dezembro sedado. Depois disso, seguirá na UTI por algum tempo.

A sorte dele, diz um interlocutor, é que Maguito não tem comorbidade, jogava futebol duas vezes por semana, corria e caminhava todos os dias.

Segundo o último boletim médio, divulgado na tarde de ontem, o candidato "mantém a estabilidade do quadro, sedado e em ventilação invasiva com traqueostomia. Segue fazendo hemodiálise e com suporte da ECMO para a manutenção de ventilação protetora".

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