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Multidão se reúne em formalização da candidatura de Maduro na Venezuela

Dezenas de milhares de chavistas se reúnem em apoio a Nicolás Maduro, em Caracas - Boris Vergara/EFE
Dezenas de milhares de chavistas se reúnem em apoio a Nicolás Maduro, em Caracas Imagem: Boris Vergara/EFE

Carlos Iavelberg

Do UOL, em Caracas

11/03/2013 13h01

Era para Caracas voltar ao normal nesta segunda-feira (11), após seis dias de luto pela morte do presidente venezuelano Hugo Chávez. Era, mas a convocação de uma manifestação de apoio ao presidente interino Nicolás Maduro fechou algumas ruas do centro da cidade.

Por volta das 10h local (11h30 de Brasília), dezenas de milhares de chavistas já lotavam a praça em frente ao Conselho Nacional Eleitoral. Maduro era aguardado por volta das 11h local para realizar a inscrição de sua candidatura e fazer um discurso. Por conta dos manifestantes, algumas poucas lojas fecharam as portas.

“Amo o processo revolucionário e amo o presidente Hugo Chávez. Estamos escrevendo a história, será o primeiro comício de Maduro como presidente”, disse Andy Cenpeno, 32, que viajou nove horas de ônibus com um grupo de amigos para vir a Caracas.

Vice de Chávez, Maduro assumiu como presidente interino na sexta-feira (8).

“Estamos aqui para apoiar Nicolás Maduro para que ele dê continuidade ao legado de Chávez”, afirmou Adrian Rondon, 48.

Questionado sobre as declarações de Henrique Capriles, candidato da oposição às eleições de abril, que disse ontem que o governo mentiu sobre a morte de Chávez, os manifestantes reagiram: “Ele é um louco”.

“Acreditamos na palavra de Maduro. Como alguém vai jogar com a morte de um presidente?”, questionou Cenpeno.

Um grupo de seis mulheres chamou a reportagem do UOL para dar seu depoimento. “Vamos seguir dando apoio a Nicolás Maduro. Quem matou Hugo Chávez não foi uma doença qualquer, foi o império [leia-se Estados Unidos]. Estamos dizendo que Maduro representa o legado de Chávez”, disse a enfermeira Dennys Chávez, 47.

Ela afirmou que pediu autorização para faltar ao trabalho hoje.

O grupo veio de avião da cidade de São Francisco, no Estado de Zulia, e leva 48 horas nas ruas da capital Caracas. Elas esperaram horas na fila para ver o corpo de Chávez e voltam hoje para casa.

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