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Coronavírus: prefeito de Wuhan diz que não foi eficiente e cogita renunciar

27.jan.2020 - O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visita um supermercado em Wuhan, capital de Hubei - AFP
27.jan.2020 - O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visita um supermercado em Wuhan, capital de Hubei Imagem: AFP

Do UOL, em São Paulo

27/01/2020 10h03

O prefeito e Wuhan, cidade na China que foi o epicentro das transmissões do novo coronavírus, disse que não tomou as melhores decisões para conter o vírus e que, se a população desejar, entrega o cargo.

"Se as pessoas querem buscar a responsabilidade [sobre o bloqueio da cidade], e o público tem uma opinião forte, estamos dispostos a renunciar", declarou Zhou Xianwang em entrevista ao canal CCTV, na manhã de hoje.

Segundo ele, a administração não soube dar respostas rápidas à crise causada pelo novo coronavírus. A epidemia já causou 81 mortes e há mais de 2.700 infectados na China.

Zhou defendeu a decisão de bloquear Wuhan, cidade de 11 milhões de pessoas, como uma maneira eficaz de conter a disseminação, e disse que ele e Ma Guoqiang, chefe do Partido Comunista de Wuhan, estavam dispostos a assumir a responsabilidade pelas consequências.

A declaração foi feita no mesmo dia em que o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou a cidade hoje. Segundo um comunicado oficial do governo chinês, Li visitou hospitais e pacientes, médicos particulares e um supermercado.

"Vocês estão tentando todos os meios para salvar vidas", disse Li à equipe médica do hospital Jinyintan, uma das instituições designadas em Wuhan para o tratamento de pacientes infectados. "Quando você está se esforçando para salvar vidas, também precisa se proteger", completou.

Empresas de tecnologia se unem em doações

Na tentativa de ajudar na falta de remédios, alimentos e trabalhos dos médicos que se desdobram para atender as centenas de pessoas que estão nos hospitais do país, empresas de tecnologia da China se uniram em doações.

A Baidu, empresa de buscas, informou no sábado que doou US$ 43 milhões de dólares que devem ser destinados a pesquisas médicas, suprimentos e apoio a profissionais de saúde na batalha contra a epidemia de coronavírus.

A Meituan destinou US$ 28 milhões para o departamento médico de Wuhan para garantir ajuda humanitária e apoio diário à equipe médica. Além disso, a empresa vai providenciar 1.000 marmitas diariamente para os médicos dos hospitais da cidade.

O Qihoo 360 e a iFlyTek também estão na lista de doadoras. A primeira destinou pouco mais de US$ 2 milhões aos médicos, e a segunda, pouco mis de US$ 1 milhão.

Empresas de saúde como a Alibaba Health e a Pingan Good Doctor estão oferecendo consultas grátis online e máscaras, para ajudar na prevenção.

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