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Trump diz ter direito de indicar juíza; Biden vê investida contra Obamacare

Do UOL, em São Paulo

29/09/2020 22h23Atualizada em 30/09/2020 10h03

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, que acontece hoje na Case Western Reserve University, em Cleveland (Ohio), teve o início marcado por troca de acusações e diversas interrupções entre os candidatos. Em diversos momentos, o presidente Donald Trump falou por cima das respostas do democrata Joe Biden e do moderador Chris Wallace. Também houve xingamentos feitos por ambos os lados.

Em dado momento, Biden afirmou: "Você pode se calar, cara?", mas continuou sendo interrompido por Trump. Este é o primeiro encontro entre os dois candidatos às eleições norte-americanas que ocorrem em 2020 e é retransmitido pelo UOL em parceria com a CNN Brasil.

A Suprema Corte americana foi o primeiro grande tema debatido. Trump defendeu ter o direito de indicar a juíza Amy Coney Barrett para suceder Ruth Bader Ginsburg, morta recentemente.

"Creio que ela será excelente e será boa como qualquer outra que tem servido na Suprema Corte. Ela é extremamente respeitada por seus alunos, professores, colegas, frequentou boas universidades, e temos o direito de escolher porque vencemos a eleição. Indicamos e os democratas não pensam a esse respeito. Vencemos a eleição e temos o direito de indicá-la", disse Trump.

Biden, por sua vez, disse que Trump quer acabar com o chamado Obamacare.

"O que está em jogo aqui é que ele quer derrubar o Obamacare. Ele tem dito há muito tempo e ganhou eleições falando isso. Há uma lei agora no Senado tentando derrubar o Obamacare que vai deixar 200 mil pessoas sem a cobertura do plano de saúde. Não tenho oposição nenhuma a juíza. Ela parece uma pessoa muito boa, mas antes de chegar a bancada já escreveu que pensa sobre o Obamacare", afirmou.

Suprema Corte

O tema se tornou relevante para as eleições deste ano após a morte de Ruth Bader Ginsburg, ícone progressista da Suprema Corte americana. A sua sucessão causou embate entre os dois candidatos e até alguns membros do partido Republicano ficaram contra o presidente.

Trump foi a favor de uma indicação rápida da sucessora e o fez —o Senado ainda tem que ratificar. Democratas, por outro lado, argumentam que a indicação deveria ser feita pelo próximo presidente, como já ocorreu no passado.

A sucessão de RBG acirra o debate porque o próximo nome pode transformar os conservadores em maioria na Corte. A indicada, Amy Coney Barrett, dialoga com eles e empolga por sua religiosidade, causando temor entre os detratores.

Católica praticante e mãe de sete filhos, dois deles adotados no Haiti e um com síndrome de Down, Barrett se opõe ao aborto, um dos temas-chaves dentro da polarização cultural que domina a atualidade dos Estados Unidos.

Errata: o texto foi atualizado
O nome da juíza indicada para a Suprema Corte é Amy Coney Barret

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