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Internacional

Ninguém apareceria em seu comício, ironiza Trump sobre campanha de Biden

Do UOL, em São Paulo

29/09/2020 23h23Atualizada em 30/09/2020 01h59

Durante o primeiro debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, hoje na Case Western Reserve University, em Cleveland (Ohio), o presidente Donald Trump ironizou seu principal concorrente, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, afirmando que "ninguém aparece nos comícios dele". Este é o primeiro encontro entre Trump e Biden, que o UOL retransmite em parceria com a CNN Brasil.

"As pessoas querem ouvir o que eu tenho a dizer", disse Trump.

Biden, então, respondeu ao republicano: "Em um dos últimos comícios que ele [Trump] fez, um dos repórteres chegou a fazer uma pergunta e ele disse: 'Não, não, fique longe, ponha sua máscara' (...). Ele não está preocupado com você, com as pessoas sentadas em casa. É totalmente irresponsável a forma como ele lidou com o distanciamento social e as máscaras, basicamente incentivando [as pessoas] a não usá-las."

Em 8 de setembro, um repórter da agência de notícias Reuters recusou um pedido de Trump para tirar a máscara e fazer uma pergunta. Quando voltou a formular sua pergunta, foi novamente interrompido por Trump: "Bem, se você não tirar... Sua voz está muito abafada, então seria muito mais fácil se você tirasse a máscara".

Covid-19

A forma como Trump conduziu a pandemia do novo coronavírus é usada por Biden como má exemplo de gestão. Os EUA são o país em maior número de casos e mortes no mundo e, no início da pandemia, o presidente minimizou a doença.

Em julho, meses depois dos primeiros casos nos EUA, ele foi visto usando a máscara pela primeira vez. Durante a pandemia, ele chegou a dizer que o equipamento poderia ser usado em símbolo de protesto contra ele.

Em novo livro, foi revelado que Trump sabia da gravidade da doença, mas escolheu ignorá-la. Já Trump retornou a seu argumento de sempre, de que a pandemia é culpa da China, desta vez afirmando que o vírus teria se espalhado porque o país asiático não fechou suas fronteiras.

"Temos a melhor economia na história de nosso país, fechamos [os serviços] quando a praga chinesa chegou. Ele [Biden] não acha que deveríamos ter fechado, ele com certeza teria fechado, e 2 milhões de pessoas estariam mortas", disse Trump, sem apresentar a estimativa em que se baseou para traçar os números.

"Ele teria destruído esse país", disse o presidente norte-americano. Joe Biden se defendeu afirmando que "bilionários como Trump se deram muito bem nessa crise".

"Mas vocês, em casa, morando em pequenas cidades de trabalhadores na América, como está sua vida? Esse cara pagou 750 dólares em impostos no ano passado. O fato é que ele tem trabalhado de forma que vai ser o primeiro presidente dos EUA que terminou seu primeiro mandato com menos empregos do que quando foi eleito", afirmou Biden.

A recuperação econômica era um dos maiores trunfos do governo de Trump e colocava sua reeleição como certa antes da chegada da pandemia. Porém, a doença afetou o comércio e os empregos americanos, o que levou o presidente a passar a acusar seu opositor de um suposto extremismo em temas como aumento de impostos e taxação de fortunas.

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