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Eleições Americanas

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6 meses

Recontagem de votos na Geórgia começará em 1º de dezembro

(05/11/2020) Eleições nos EUA: Manifestação pró-Trump pede interrupção de contagem de votos em Harrisburg, na Pensilvânia - Spencer Platt/Getty Images via AFP
(05/11/2020) Eleições nos EUA: Manifestação pró-Trump pede interrupção de contagem de votos em Harrisburg, na Pensilvânia Imagem: Spencer Platt/Getty Images via AFP

Do UOL, em São Paulo

06/11/2020 20h52

A Geórgia começará a recontagem de votos em primeiro de dezembro, de acordo com autoridades eleitorais do Condado de Fulton. No caso dos votos para o Senado, o processo será concluído apenas em 5 de janeiro.

No estado, o candidato democrata Joe Biden aparece à frente do presidente e candidato à reeleição, Donald Trump, por uma pequena margem. A legislação da Geórgia prevê que, caso a diferença entre os candidatos seja menor do que 0,5 ponto percentual, é possível pedir a recontagem.

"Estamos terminando a contagem dos votos, que inclui os das Forças Armadas no exterior. Vamos fazer o upload destes dados hoje à noite", informou Richard Barron, diretor de Registro e Eleição do Condado.

Hoje, o candidato à reeleição Donald Trump acusou a Géorgia de não contar supostos votos de militares. O presidente lembrou o caso de 8.900 cédulas que foram enviadas para militares que moram fora dos Estados Unidos e acabaram não voltando.

Onde estão as cédulas militares perdidas na Geórgia? O que aconteceu com elas?
Donald Trump

O presidente, porém, não cita o fato de que o Exército é responsabilidade do seu governo.

Ainda segundo Barron, o condado de Fulton "está com processos de revisão e auditoria preparados". Ele também comentou sobre um vídeo que circula nas redes sociais que supostamente aponta fraude nos votos pelos correios.

"Conversei com o funcionário que aparece no vídeo e fizemos uma revisão da gravação, que mostra a abertura da cédula, à distância, e faz parecer que o funcionário põe a cédula numa máquina de cortar, para destruir o voto", começou Barron. "Questionamos se o funcionário fez algum processo errado e a resposta é não. Em nenhum momento isso aconteceu. O que ele fez foi separar o envelope da cédula".

Barron ainda diz que o funcionário precisou se esconder na casa de amigos após receber ameaças pelas redes sociais. "As pessoas coletaram informações pessoais dele. Isso é uma vergonha. Ele estava só cumprindo instruções e teve que deixar sua casa".

O diretor do Condado de Fulton ainda disse que o vídeo foi editado para "desacreditar o processo".

Trump: voto pelo correio é "corrupto"

Ontem, em pronunciamento que durou aproximadamente 17 minutos na Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a dizer que os votos enviados pelo correio são fraudados. Sem apresentar provas, o republicano afirmou que o envio de votos pelo correio é corrupto e "destruiu o sistema" eleitoral nos Estados Unidos.

Trump culpou os democratas pela suposta fraude no correio e se referiu ao partido como uma "máquina corrupta". "Se você contar os votos legais, eu ganho facilmente", disse o republicano, que defende uma recontagem dos votos em diferentes estados americanos. "Se você contar os votos ilegais, eles podem tentar nos roubar a eleição."

Desde o início da apuração dos votos, a campanha de Donald Trump vem apontando uma suposta fraude envolvendo cédulas enviadas pelo correio. Uma delegação internacional, que monitora as eleições nos Estados Unidos, afirmou que não há indícios que sustentem as alegações.

Geórgia pode decidir eleição

O vencedor na Geórgia conquistará os 16 votos que o estado tem no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor da eleição. Segundo projeções de jornais como o The New York Times, Biden tem 253 votos contra 214 de Trump no Colégio Eleitoral. Para vencer, são necessários 270 votos.

Levantamento das 21h (de Brasília) mostra que Joe Biden tem 4.273 votos de vantagem sobre o presidente Donald Trump no estado, com 98% dos votos apurados, segundo o jornal The New York Times.

Além da Geórgia, pelo menos outros três estados decisivos para o desfecho da apuração das eleições americanas deste ano podem passar pelo processo de recontagem de votos — o que atrasaria ainda mais o resultado da disputa. São eles: Pensilvânia, Nevada e Wisconsin.

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