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Castillo responde a Keiko e pede que peruanos não caiam em provocações

Pedro Castillo, candidato à presidência do Peru, já se declara vencedor na apertada disputa - Ricardo Moreira/Getty Images
Pedro Castillo, candidato à presidência do Peru, já se declara vencedor na apertada disputa Imagem: Ricardo Moreira/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/06/2021 14h29Atualizada em 10/06/2021 14h38

O candidato de esquerda Pedro Castillo respondeu ao pedido de anulação de 200 mil votos feito pela sua adversária na eleição presidencial peruana, Keiko Fujimori. Castillo, que já se declarou vencedor das eleições, ainda que a apuração não tenha sido concluída, pediu para que os seus eleitores não caiam em provocações.

Com 99,14% das urnas apuradas no Peru, o professor e sindicalista tem pouco mais de 71 mil votos de vantagem para a candidata de extrema-direita, que é filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, preso desde 2019 para cumprir o restante de uma pena de 25 anos.

Queridos irmãos e irmãs: Agradeço a quantos continuam a resistir nas ruas. Não vamos cair nas provocações de quem quer ver este país um caos. Por isso, fazemos um chamado de paz e tranquilidade. Sigamos firmes e alegres nesta luta final que pertence a todos os peruanos.
Pedro Castillo, candidato à presidência do Peru

Nos últimos dias, Keiko já vinha alegando que havia indícios de fraudes nas eleições peruanas. Ontem, ela afirmou que entrou com uma ação solicitando a anulação de 200 mil votos, o que poderia representar uma mudança de resultado na apertada disputa.

Quem vencer a corrida presidencial no Peru tomará posse em 28 de julho e assumirá um país em crise. No ano passado, a nação teve uma queda de mais de 11% no seu PIB (Produto Interno Bruto). Na política, o Peru já teve quatro chefes de Estado desde 2018.

A pandemia de covid-19 também é uma questão grave no país, que no início do mês se tornou a nação com a maior taxa de mortalidade pela doença no mundo. Ao revisar o balanço oficial de mortes causadas pelo novo coronavírus, o Peru passou a reconhecer que tinha à época 180.764 óbitos por covid-19, contra os 69.342 que afirmava ter anteriormente.

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