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Escola gera revolta ao dar cintas e sutiãs para 'melhorar imagem corporal'

O comunicado foi redigido pelos conselheiros da Southaven Middle School, no Mississipi - Reprodução/Redes Sociais
O comunicado foi redigido pelos conselheiros da Southaven Middle School, no Mississipi Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Colaboração para o UOL, em Santos

20/01/2022 12h23

Uma escola secundária do Mississipi, nos EUA, enviou aos pais um comunicado propondo uma "melhoria da imagem corporal das alunas". Na carta, a escola chega a oferecer roupas modeladoras, sutiãs e "literatura saudável", além de outros produtos, com a justificativa de minimizar possíveis transtornos causados pela imagem negativa que as alunas poderiam ter do próprio corpo.

O comunicado, redigido pelos conselheiros da Southaven Middle School, chocou a norte-americana Ashley Heun, mãe de uma menina de 13 anos que estuda na escola. Ela chegou a postar a carta na íntegra no Twitter, dizendo-se indignada com a ação.

A carta, intitulada "Por que as meninas sofrem com a imagem corporal?" foi entregue às alunas em sala de aula, de acordo com Ashley, e dizia: "A imagem corporal é uma percepção do corpo e, simultaneamente, uma medida da atratividade. A imagem corporal feminina é um produto de experiências pessoais, sociais e culturais, e muitas vezes surge como um desejo de aderir a uma forma corporal 'ideal'".

Além de pontuar que as meninas eram mais propensas do que os meninos a desenvolver doenças mentais por conta da insatisfação com os próprios corpos, o documento passa a listar os benefícios de uma imagem corporal saudável para as meninas, incluindo "boa saúde física e mental".

"Nós, os conselheiros da Southaven Middle School, gostaríamos de ter a oportunidade de oferecer literatura "saudável" para sua filha sobre como manter uma imagem corporal positiva", continua o texto. "Também estamos fornecendo às meninas roupas modeladoras, sutiãs e outros produtos de saúde, se aplicáveis."

Tentando consertar a 'imagem corporal negativa'

Indignada, Ashley publicou a carta no Twitter, dizendo-se chocada com o fato da escola estar tentando "consertar a imagem corporal negativa (das alunas) enviando para casa uma roupa modeladora".

Ao final do documento, os pais são convidados a assinalar a opção que indica seu interesse ou não em autorizar a ação da escola e também o tamanho da cinta modeladora que sua filha pode precisar, com distinção da parte de baixo e a de cima, além do tamanho exato do sutiã para modelar o busto.

"Eu tive que ler várias vezes, para ter certeza de que estava realmente lendo o que estava lendo. Quero dizer, fiquei chocada, fiquei absolutamente chocada. E honestamente, eu fiquei com muita raiva", disse Ashley ao jornal norte-americano USA Today.

Ela conta que entrou em contato por e-mail com o diretor da escola, John Sartain, para falar sobre suas preocupações. E disse que ele ligou para ela para explicar que a escola havia recebido uma doação de roupas e sutiãs e os estava oferecendo aos alunos gratuitamente. "Embora ele se explicasse de que eles tinham boas intenções, a ação".