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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


"Alvo nº 2 dos russos": quem é e o que se sabe da primeira-dama da Ucrânia

A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelensky, é casada com o presidente do país, Volodymyr Zelensky - Reprodução/Instagram/ @olenazelenska_official
A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelensky, é casada com o presidente do país, Volodymyr Zelensky Imagem: Reprodução/Instagram/ @olenazelenska_official

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

03/07/2022 04h00Atualizada em 28/07/2022 11h56

A invasão da Rússia à Ucrânia colocou alguns personagens em evidência. Além dos presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, quem também ganhou espaço nos noticiários de todo o mundo foi a primeira-dama ucraniana Olena Zelensky.

Intitulada pelo próprio marido como "alvo nº 2" do governo russo, Olena, que é ativista pelos direitos das mulheres, passou a chamar a atenção por seus posicionamentos nas redes sociais diante dos conflitos.

Além disso, ela também criou um canal no Telegram após a invasão russa ao seu país onde se dedica a ensinar "como viver e agir em tempo de guerra". Mas afinal, quem é Olena Zelensky e, porque ela tem se destacado tanto nas últimas semanas?

Arquiteta e vida de comediante

Olena Zelensky é arquiteta e, assim como o marido, dedicava-se à comédia antes de virar a primeira-dama da Ucrânia. Atuando como roteirista, inicialmente ela foi contra a candidatura de Zelensky à presidência do país e soube que o marido entrou na disputa política por meio das redes sociais.

Apesar disso, ela sempre mostrou apoio ao marido, abraçando seu papel como primeira-dama no cenário global acompanhando o parceiro em compromissos e usando sua influência e posicionamento para defender causas como nutrição infantil e igualdade de gênero - algo semelhante à estratégia de Michelle Obama, ex-primeira-dama dos Estados Unidos. .

Durante a invasão russa, Olena ganhou ainda mais destaque ao permanecer no país com os filhos ajudando o marido e o povo ucraniano por meio de mensagens de apoio e suporte em suas redes sociais. Por reforçar seu discurso e posicionamento antiguerra, ganhou o apoio do papa Francisco, que engrossou o discurso da primeira-dama pedindo pelo fim do conflito.

Olena chegou a escrever uma carta ao pontífice agradecendo pelo acolhimento de crianças feridas pela guerra em um hospital pediátrico de Roma, administrado pela Igreja Católica.

Apelo à mídia e bastidores da guerra

Mas esse não foi o único momento em que Olena ficou em destaque. Suas postagens nas redes sociais, principalmente no Instagram e no Telegram, chama bastante a atenção desde o início da guerra.

Em março, no Dia Internacional das Mulheres, a primeira-dama prestou homenagem não somente às mulheres que lutam na guerra, mas também a todas que "curam, salvam, alimentam e continuam a fazer o seu trabalho habitual - nas farmácias, nas lojas, nos transportes, nas utilidades, para que a vida dure e vença".

Em um apelo emocionado à mídia internacional, ela pediu que todos compartilhem a "terrível verdade" de como as forças russas estariam assassinando brutalmente crianças em seu país.

Usando suas redes para passar informações sobre os conflitos, foi Olena que relatou sobre os atendimentos médicos e tratamentos que haviam sido interrompidos em seu país. Na época ela disse: "esta guerra está sendo travada contra a população civil e não apenas por bombardeios".

A primeira-dama também tem usado seus canais para agradecer o apoio que vem recebendo de outros países e pelo suporte que eles estão dando ao seu povo. Além de pedir para que a imprensa mundial não esqueça deles e não deixe de acompanhar os conflitos.

"Continuem mostrando o que está acontecendo aqui e mostrando a verdade. Na guerra de informação, travada pela Federação Russa, todas as evidências são cruciais", pediu.