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12 meses

Kerry: Amazônia é teste para humanidade e Brasil está na 'linha de frente'

Colaboração para o UOL, em Salvador

28/02/2023 16h40Atualizada em 28/02/2023 18h39

O enviado especial para o Clima dos EUA disse ter "confiança de que o Brasil estará na linha de frente da definição" do combate às mudanças climáticas.

O que aconteceu:

  • John Kerry disse que os EUA têm o "compromisso de trabalhar com o Fundo Amazônia".
  • Não foi mencionado um valor de contribuição dos EUA com o fundo.
  • O enviado e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se reuniram hoje em Brasília.
  • Os dois debateram questões envolvendo o combate às mudanças climáticas.
  • Segundo Marina, haverá "uma agenda de trabalho até abril", quando haverá um encontro do G20.

Acredito que a Amazônia é o teste para nossa humanidade em muitas formas, com o maior entendimento da biodiversidade, e as conexões que existem são muito importantes para nosso futuro a longo prazo."
John Kerry, enviado do Clima dos EUA

Apesar do comprometimento declarado por John Kerry com o Fundo Amazônia, ele e a ministra brasileira não falaram em valores durante a coletiva de imprensa. O fundo foi criado para captar investimentos em ações de combate ao desmatamento.

Ontem, também após encontro com Kerry, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que os EUA estão dispostos a colaborar com "recursos vultosos".

Após a reunião entre Lula e Biden no início do mês, o UOL apurou que os EUA acenaram, a princípio, com uma doação de US$ 50 milhões (R$ 261 milhões) ao Fundo Amazônia, quantia que decepcionou a delegação brasileira no encontro.

Além de fazer o aporte ao fundo, o governo americano também pretende convidar os países do G7 —Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido— a darem apoio. A Alemanha, outro país que integra o grupo, já contribui com o fundo.