Conteúdo publicado há 1 mês

Milei compartilha posts sobre ato de Bolsonaro em SP e com críticas a Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou nas redes sociais publicações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e de críticas a Lula.

O que aconteceu

Publicação mostra vídeo do ato feito ontem em São Paulo, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. "Milhões de pessoas saem às ruas no Brasil a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que apelou ao repúdio à perseguição política contra os adversários de Lula", diz o texto.

Milei republicou post do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na postagem, o ex-presidente aparece deixando a manifestação no teto de um carro: "Não adiantou ameaçar, dizer que vai chover e nem bloquear estradas. O grito por liberdade falou mais alto. Este é o recado do povo (não das maquininhas)", escreveu o deputado.

Governador com boné de Milei. Outra publicação repostada pelo argentino foi uma imagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), usando um boné escrito "Javier Milei".

Crítica a Lula por falas sobre Israel. Ontem, Milei compartilhou uma postagem na qual trata o ato como um "protesto anti-Lula" e destaca que Bolsonaro segurou uma bandeira israelense. Na mesma linha, ele repostou um tweet que dizia: "Lula é pró-Hamas. Bolsonaro é pró-Israel. Fim".

"Rumos da política no Brasil e a resistência à ditadura de Lula". Por fim, o argentino compartilhou uma publicação que garantia que esses dois pontos foram definidos durante o ato de ontem.

'Molecagem nas redes sociais', diz Gleisi sobre Milei

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, rebateu o presidente da Argentina. "Javier Milei faz molecagem nas redes sociais divulgando mentiras de bolsonaristas sobre Lula. Falar em ditadura no Brasil é total irresponsabilidade, mais grave ainda se é reproduzida pelo presidente do país vizinho, amigo e parceiro comercial", escreveu a deputada.

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Milei devia cuidar primeiro de resolver os graves problemas do povo da Argentina. Foi eleito para isso, mas prefere ofender Lula e perseguir estudantes brasileiros em seu país
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT

Ofensas na campanha; cordialidade na presidência

Durante a campanha, Milei disse que Lula era "comunista", "ladrão" e "corrupto", e que não se encontraria com ele se fosse eleito. Após o resultado, Lula não comentou declarações e reconheceu resultado da eleição sem citar o nome do eleito.

A iniciativa de paz veio do próprio argentino semanas após a eleição. Em carta enviada a Lula, Miliei fez o convite para a posse "com estima e respeito" e desejou que fosse "um período de trabalho frutífero e de construção de laços que consolidem o papel que a Argentina e o Brasil podem e devem desempenhar".

Milei também enviou sua chanceler, Diana Montino, que negou qualquer rompimento entre os dois países. Em resposta, Vieira afirmou que "o que foi dito durante a campanha é uma coisa, o que acontece durante o governo é outra".

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Lula não foi à posse, mas Bolsonaro compareceu. Presidente do Brasil enviou o chanceler Mauro Vieira. Bolsonaro foi à Argentina acompanhado por uma comitiva de deputados estaduais, federais, senadores e governadores.

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