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Opositor de Putin, Navalni é velado por centenas de russos em Moscou

Centenas de pessoas compareceram ao funeral de Alexei Navalni, líder opositor russo que morreu no último dia 16, em uma igreja em Moscou.

O que aconteceu

Velório acontece às 14h no horário (8h no de Brasília) em uma igreja de Moscou. Navalni será enterrado duas horas depois em um cemitério próximo.

Cerimônia acontece sob forte policiamento. Segundo a porta-voz de Navalni, Kira Yarmysh, há cerca de 400 mil pessoas no local. Ela não informou a origem do número, embora imagens mostrem uma longa fila em frente aos portões.

Governo russo disse que qualquer reunião não autorizada em apoio a Navalni violaria a lei. "Apenas um lembrete de que temos uma lei que deve ser seguida. Quaisquer reuniões não autorizadas estarão violando a lei, e aqueles que participarem delas serão responsabilizados - novamente, de acordo com a lei atual", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Homenagem acontece após semanas de impasse. A família de Navalni só pôde ver o corpo dele uma semana após a divulgação da morte e disse que nenhum serviço funerário queria transportar o corpo do necrotério para o velório.

O cortejo a Navalni acontece dias antes da eleição presidencial na Rússia, marcada para 15 a 17 de março. Presidente desde 2012, Putin deve ganhar um novo mandato de seis anos. Dois candidatos que se opuseram a guerra na Ucrânia foram desqualificados, e os três restantes não são críticos ao governo.

Circunstâncias da morte de Navalni continuam obscuras. Ele morreu aos 47 anos, em uma prisão próxima do Círculo Polar Ártico. Os serviços penitenciários russos disseram que ele se sentiu mal após uma caminhada, e o atestado de óbito apresentado à família diz que ele morreu de "causas naturais".

Várias pessoas que se opuseram ao Kremlin tiveram mortes misteriosas. Uma delas, por exemplo, era Yevgeny Prigozhin, líder do grupo mercenário Wagner, que se amotinou contra Moscou em junho de 2023. Em agosto do mesmo ano, Prigozhin morreu na queda de um jato particular.

*Com informações da Reuters e AFP

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