Sexto voo com repatriados do Líbano pousa em SP com 212 passageiros
O sexto voo da FAB (Força Aérea Brasileira) para repatriar brasileiros do Líbano pousou na manhã deste sábado (19), em São Paulo.
O que aconteceu:
Aeronave trouxe 212 passageiros, sendo 14 crianças, e um gato. O avião pousou às 7h15 (horário de Brasília), na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP).
Mais de 1.300 pessoas já foram resgatadas. De acordo com a FAB, a operação Raízes do Cedro já repatriou 1.317 passageiros e 15 pets, sendo 11 gatos e quatro A prioridade de composição das listas leva em conta mulheres, crianças, idosos e brasileiros não residentes no Líbano. Levando em conta os cinco voos anteriores, chegaram ao Brasil 242 crianças (de dois a 12 anos), 40 bebês (até dois anos), 138 idosos, 12 gestantes, 101 pessoas com problemas de saúde e 12 pessoas com deficiência.
Cerca de 3.000 pessoas que moram no Líbano pediram para serem repatriadas devido à escalada de ataques na região. O país tem a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio, com 21 mil residentes. O Itamaraty, por meio da embaixada do Brasil em Beirute, diz que está em contato com brasileiros e seus familiares próximos para prestar assistência consular e verificar a necessidade de promover novo voo de repatriação, a depender das condições de segurança no terreno.
Capacidade operacional é de trazer 500 brasileiros por semana. Com isso, repatriação dos interessados em deixar o Líbano levará cerca de seis semanas. As informações são do comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno. "Temos um número mágico de em torno de 500 pessoas por semana, um fluxo que conseguimos manter", declarou.
Repatriação é feita com a aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira. Após enfrentar problemas durante uma decolagem no início do mês, o VC-1, avião presidencial brasileiro, permanece até hoje no México, passando por manutenção. Diante da falta de alternativas, o presidente Lula anunciou que viajará para a Rússia neste domingo (20) para participar da cúpula dos Brics em outra aeronave da FAB, o KC-30. A FAB informou ao UOL que, mesmo com o presidente Lula tendo que usar um dos aviões KC-30, a operação de repatriação não será interrompida.
Governo tem orientado as pessoas que também tentem deixar o Líbano por meios próprios. Planalto reitera o alerta para que todos sigam as orientações de segurança das autoridades locais e, para os que disponham de recursos para tal, que procurem deixar o território libanês por meios próprios. O aeroporto de Beirute continua em operação, com voos da companhia libanesa Middle East Airlines. Os números de plantão consular do Itamaraty seguem à disposição, em caso de necessidade, ambos com Whatsapp: +55 (61) 98260-0610 e +55 (61) 98313-0146.
O primeiro voo da FAB pousou no Brasil no dia 6 de outubro. O grupo com 229 passageiros e três pets foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reforçou que o país seguirá com os esforços para trazer todos os brasileiros e familiares que necessitarem.
A aeronave também leva a quarta carga de donativos para o país. Além de resgatar os brasileiros e familiares, o deslocamento do KC-30 até o Líbano é usado para o Brasil enviar insumos estratégicos em saúde para o Líbano. Segundo o governo federal, as escalas da operação já entregaram mais de 47 toneladas de donativos, entre insumos hospitalares, cestas de alimentos e outros.
Os ataques aéreos israelenses a várias regiões do Líbano provocaram morte de mais de duas mil pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas estão dois adolescentes brasileiros e seus pais, assim como um saldo de milhares de feridos. A situação em Beirute, a capital do país, é descrita como "tensa e terrível" por brasileiros que estão na região, com risco de guerra total.
A região sofre com os contínuos ataques aéreos de Israel contra áreas civis em Beirute, no sul e no Vale do Beqaa. Israel e o grupo Hezbollah do Líbano têm trocado tiros na fronteira desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 7 de outubro do ano passado, detonada após um ataque do grupo palestino Hamas, aliado do Hezbollah, e que controla Gaza. No último mês, Israel intensificou sua campanha militar no Líbano.
15 comentários
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Helio Hissao Shinsato
Quando a Covid surgiu, os países da Terra Redonda enviaram aviões para resgatar os seus cidadãos na China. Bozo negou ajuda aos brasileiros que estavam lá. Só resgatou depois de muito tempo e muita pressão. Agora temos um governo humanitário que se antecipou no início do conflito de Gaza. Enviou um avião à Itália para iniciar o resgate assim que recebesse a autorização local. Tudo foi bem planejado e funcionou direito. Infelizmente muitos turistas que pediram ajuda para voltar de Israel só agradeceram à FAB ― e aDEUS ―, como se a FAB tivesse tomado a decisão e agido por conta própria. Outros, só aDEUS. O governo faz o bem sem olhar a quem, e muitos ‘retribuem’ c/ ódio. Se você ajudar uma dessas pessoas, não espere gratidão. Na ‘visão’ delas, você só ajuda pois D.E.U.S ‘força’ você a fazer isso. Para elas, você é apenas mais um dos ‘instrumentos’ que D.E.U.S usa para ajudar os ‘salvos’.
Luiz Rodrigues Barbosa
Curioso que os USA aconselharam seus cidadãos que estavam no Líbano, à deixarem o país, mas às suas próprias custas, e nós, como um país riquíssimo, onde não falta nada, estamos gastando $$ do povo para trazer "brasileiros", alguns dos quais nem falam nossa língua e até seus animais de estimação!
Ramalho
Mais terroristas chegando. Vai ser um problema para o próximo governo porque o atual é amigo de tudo que não presta.