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Em discurso, Exército ressalta soberania da Amazônia e atenção a ameaças

11.jan.2018 - O general Edson Leal Pujol, comandante do Exército - Valter Campanato/Agência Brasil
11.jan.2018 - O general Edson Leal Pujol, comandante do Exército Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

23/08/2019 10h30

Em discurso hoje pela manhã, o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, ressaltou a soberania da Amazônia brasileira e afirmou que os soldados estão atentos a qualquer tipo de ameaça que possa surgir.

A mensagem, conhecida como Ordem do Dia, foi lida em evento no Quartel-General do Exército, em Brasília, em comemoração ao Dia do Soldado. A solenidade contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o vice Hamilton Mourão (PRTB) e ministros.

"Guerreiros astutos que patrulham os 16 mil quilômetros da nossa faixa de fronteira terrestre, nossos rios, campos, montanhas e florestas, garantindo a soberania do país. Aos incautos que insistem em tutelar os desígnios da brasileira Amazônia, não se enganem! Os soldados do Exército de Caxias estarão sempre atentos e vigilantes, prontos para defender e repelir qualquer tipo de ameaça", disse Pujol.

A declaração acontece em meio à crise diplomática gerada após embates quanto a queimadas na Amazônia entre Brasil e países europeus. Em especial, França e Irlanda, que agora põem em xeque o acordo Mercosul-União Europeia.

Em tentativa de mostrar que está cuidando do assunto, Bolsonaro chegou ao evento acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. À tarde, eles se reúnem com mais ministros no Planalto para tratar da crise.

Em discurso de cerca de seis minutos, Bolsonaro afirmou que a missão de desenvolver e defender a Amazônia é "árdua" e reforçou que o Brasil, que está "sob nova direção", vai "dar certo".

"Não nos faltam inimigos como os de sempre, que teimam em ganhar a guerra da informação contra a verdade", falou.

O presidente ainda defendeu a importância da família, religião e da liberdade de imprensa. Em seguida, fez um afago à mídia dizendo que continuará defendendo sua liberdade a qualquer custo e criticou indiretamente os governos do PT.

Ontem pela manhã, Bolsonaro disse que o jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, vai fechar após Medida Provisória que desobriga empresas a publicarem balancetes em veículos impressos.

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