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Neymar pede cuidado com Amazônia e diz que queimadas se repetem "ano a ano"

O jogador Neymar se pronuncia sobre as queimadas na Amazônia - Reprodução/Instagram
O jogador Neymar se pronuncia sobre as queimadas na Amazônia Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL

23/08/2019 16h52Atualizada em 23/08/2019 17h37

Neymar Jr. postou hoje uma mensagem contra as queimadas na Amazônia, dias depois da manifestação de colegas esportistas e celebridades como Cristiano Ronaldo, Leonardo DiCaprio e Madonna. O jogador lamentou os incêndios, mas contemporizou que as queimadas "ano a ano, se repetem".

O jogador brasileiro compartilhou duas imagens na função Stories do Instagram. Em uma delas, com a foto de uma onça-pintada, a mensagem em inglês diz: "O plano nunca foi queimar, mas sempre tomar conta".

A outra imagem tem o mesmo texto em português e em inglês: "Essa luta pela preservação de um de nossos maiores orgulhos deve ser permanente. Não podemos descansar, apesar de saber que as queimadas, ano a ano, se repetem."

05.jun.2019 - Neymar e Jair Bolsonaro se encontram em hospital de Brasília - Reprodução/Instagram/Jair Bolsonaro
05.jun.2019 - Neymar e Jair Bolsonaro se encontram em hospital de Brasília
Imagem: Reprodução/Instagram/Jair Bolsonaro

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse não ter provas, mas acreditar que as ONGs (Organizações Não Governamentais) são suspeitas de causarem as queimadas na floresta Amazônica.

Neymar já teve diversos encontros públicos com o presidente Jair Bolsonaro, a maioria deles em compromissos com a seleção brasileira.

Aumento nos focos de incêndio

Desde 1º de janeiro até esta terça-feira (20) foram contabilizados 74.155 focos de incêndio na Amazônia, alta de 84% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que contabiliza esses dados desde 2013.

Um pouco mais da metade (52,6%) desses focos vem ocorrendo na Amazônia, com Mato Grosso na liderança. As queimadas já superam em 8% o recorde de 2016, um ano de extrema seca, que tinha registrado 68.484 focos no mesmo intervalo de tempo.

Apesar de este ano também estar com uma estiagem mais prolongada - o que chegou a ser sugerido como uma possível causa para o aumento das queimadas -, a seca é menos intensa do que a de 2016. Estudo divulgado nesta terça pelo Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (Ipam) apontou uma forte correlação entre o aumento das queimadas com a alta no desmatamento da Amazônia.

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