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Bolsonaro diz ser difícil combater fogo no Pantanal porque área é 'enorme'

Do UOL, em São Paulo

20/08/2020 19h57

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu hoje dificuldades para combater incêndios na região do Pantanal. Em transmissão nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que o tamanho do bioma e a legislação atrapalham o trabalho contra as chamas.

"Comecei a sofrer críticas que o Pantanal está pegando fogo. É verdade, inclusive em proporções maiores que as do ano passado. O pessoal critica, quer uma ação minha para apagar o fogo do Pantanal. Vamos lá: o tamanho do Pantanal, aproximado, é de 150 mil quilômetros quadrados. É maior que quatro estados juntos — Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas. Dá para imaginar a dificuldade de você combater o fogo nessa área", disse.

Até o momento, mais de 10% da área total do Pantanal já foi consumida pelas chamas. Bolsonaro destacou a atuação de Força Aérea Brasileira, Ibama e bombeiros estaduais na região, mas reforçou as dificuldades, uma vez que "é uma área enorme".

O presidente informou ainda ter conversado com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e, segundo ele, questões burocráticas estariam contribuindo com o incêndio.

"Quais são as dificuldades? Além da área enorme, passou a ser proibido você criar o gado solto. O gado solto, que vivia pastando, come capim. A partir do momento que ele não come capim em determinadas áreas, ano após ano, acumula capim, graveto. Vem a combustão espontânea e, quando pega fogo, vai embora", afirmou Bolsonaro, que disse que Salles apontou também "a questão ideológica" como entrave.

"É proibido o uso preventivo do fogo, do fogo controlado. Vocês devem ter visto a imagem de um carro do Ibama tacando fogo do lado da pista. Quando eu vi, me assustei, mas liguei para o Ricardo Salles. É uma forma controlada de combater o fogo. Um dia ele vem, e a desgraça é muito maior. Por uma questão ideológica, acontece um desastre em uma proporção muito maior", criticou.

A respeito da questão, o presidente da República reconheceu episódios em que o fogo "vem de forma criminosa", como em técnicas de roçado ou em bitucas de cigarro atiradas à beira de estradas. Mas afirmou que o trabalho para apagar o fogo poderia ser potencializado com retardante de chamas - no caso, substâncias, como espumas, géis ou gases, que retardam a propagação de calor.

"Também há uma pressão muito grande para que não se use retardante de fogo. As aeronaves jogam água pura e ela rapidamente evapora", argumentou.

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