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Meio Ambiente

Bolsonaro amplia atuação das Forças Armadas contra crimes ambientais no AM

Uma pesquisa publicada na Nature aponta que hoje a Amazônia emite mais carbono do que absorve - Carl de Souza/AFP
Uma pesquisa publicada na Nature aponta que hoje a Amazônia emite mais carbono do que absorve Imagem: Carl de Souza/AFP

Do UOL, em São Paulo

15/07/2021 22h55Atualizada em 15/07/2021 22h59

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ampliou hoje a atuação das Forças Armadas na repressão a crimes ambientais no estado do Amazonas. Desde 28 de junho, um decreto autorizava o reforço apenas em áreas federais.

Pela lei, o uso das Forças Armadas em outras regiões estava condicionado à aprovação por Bolsonaro de um requerimento formulado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Esse trâmite foi concluído agora, e o despacho está sendo publicado em Diário Oficial, segundo o governo federal.

Uma pesquisa publicada na revista científica Nature aponta que atualmente a Floresta Amazônica emite mais carbono do que absorve. Segundo cientistas, essa descoberta leva a crer que o papel da Amazônia como um "reservatório de carbono" está ameaçado, e isso pode impactar o clima ao redor do mundo.

O termo reservatório de carbono quer dizer que a floresta é capaz de absorver enormes quantidades de dióxido de carbono, ou CO2, o que ajuda a manter o clima mais ameno na Terra. A mudança, de acordo com a pesquisa, foi causada pela interferência humana no ambiente, incluindo desmatamento, queimadas e exploração madeireira.

Risco de extinção

Paralelamente, mais de 10 mil espécies de plantas e animais correm o risco de extinção devido à destruição da Floresta Amazônica — 35% da qual já foi desmatada ou degradada, segundo esboço de um relatório científico divulgado ontem.

Produzido pelo Painel Científico para a Amazônia (SPA, sigla em inglês), o documento de 33 capítulos reúne pesquisas sobre a maior floresta tropical do mundo de 200 cientistas ao redor do globo. É a avaliação mais detalhada do estado da floresta até agora e deixa claro tanto o papel vital da Amazônia ao clima do mundo quanto o profundo risco que está sofrendo.

Reduzir o desmatamento e a degradação da floresta a zero em menos de uma década é crucial, dizem os cientistas, que também pedem por um grande reflorestamento em áreas já destruídas.

A floresta tropical é um baluarte vital contra as mudanças climáticas pelo carbono que absorve e pelo que armazena. Segundo o relatório, o solo e a vegetação da Amazônia guardam 200 bilhões de toneladas de carbono, mais de cinco vezes todas as emissões anuais de CO2 do mundo.

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