Lula chega a Curitiba para depor a Moro na Lava Jato

Rafael Moro Martins

Colaboração para o UOL, em Curitiba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Curitiba, nesta quarta-feira (10), para depor ao juiz Sergio Moro em audiência da Operação Lava Jato. Ele viajou à capital paranaense em voo fretado e pouso no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região metropolitana da capital paranaense, por volta das 10h15.

A ex-presidente Dilma Rousseff também já está em Curitiba vinda de Porto Alegre. Antes da chegada de Lula, uma comitiva vinda de Brasília com cerca de 50 pessoas, incluindo deputados e senadores do PT e de partidos que apoiam o ex-presidente, desembarcou no aeroporto por volta das 9h20.

"Foi o Sergio Moro quem provocou esse clima de confronto", disse a deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ). "É um processo que não segue as regras do estado democrático de direito", falou. Também estavam no grupo parlamentares como Arlindo Chinaglia (PT-SP), Vicentinho (PT-SP) Henrique Fontana (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Rocha (PT-PA).

A comitiva com Lula deixou o aeroporto às 10h50 escoltada por motos da Polícia Militar. Na saída da via de acesso ao aeroporto, um grupo de 30 pessoas protestava contra Lula.

Reuters
Lula desembarca em Curitiba para depor a Moro

Incidente

Um rojão estourou por volta das 12h na esquina das ruas Comendador Araújo e Desembargador Motta, no centro de Curitiba, causando um forte estrondo. Ninguém foi visto detonando a bomba.
 
A meia quadra dali, está o hotel Pestana, onde há uma reserva em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -- ele irá depor às 14h para o juiz Sergio Moro em processo criminal em que é acusado de receber propinas da empreiteira OAS, inclusive um triplex no Guarujá.
 
Não há viaturas ou soldados na quadra, apesar de a capital paranaense ter amanhecido sob forte esquema de segurança e presença ostensiva de policiais militares nas ruas.
 
Ato contínuo, apoiadores do petista em frente ao hotel gritaram "fascistas não passarão". 

Ruas interditadas

O interrogatório está marcado para 14h, na sede da Justiça Federal, no bairro do Ahú, na zona norte da cidade. A região foi bloqueada pelas forças de segurança por conta de possíveis manifestações.

As interdições começaram às 23h de terça-feira (9) –apenas moradores cadastrados, comerciantes e profissionais de imprensa estão autorizados a se aproximar do prédio da Justiça Federal.

Durante a semana, várias pessoas viajaram a Curitiba para participar de protestos, tanto favoráveis quanto contrários ao ex-presidente, que é investigado por denúncias de corrupção e outros crimes.

Para aumentar a ansiedade dos militantes, o depoimento não terá nenhum tipo de transmissão ao vivo –apesar de ser publicado, na íntegra, em vídeo, algumas horas depois. Portanto, é provável que só se saiba o que Lula disse a Moro algumas horas depois do final do depoimento.

A fim de evitar eventuais vazamentos, o magistrado proibiu até mesmo o uso de celulares no decorrer da audiência.

O ex-presidente será interrogado pelo processo em que foi acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) do Paraná de receber como parte do pagamento de propinas pela OAS –em troca de três contratos da empreiteira com a Petrobras –um tríplex no edifício Solaris, no Guarujá, no ano de 2009. Lula nega a posse e mesmo qualquer pedido sobre o imóvel. O processo está na fase de instrução.

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