Em vídeo gravado antes de ser preso, Lula diz que Moro tem "mente doentia"

Do UOL, em São Paulo

Em um vídeo gravado na última sexta-feira e divulgado neste domingo (8) em sua página no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma, em uma conversa com o religioso Frei Betto, que o juiz federal Sergio Moro tem uma "mente doentia". Lula foi preso no sábado e passou a noite na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

No vídeo, Lula diz ainda que "pode demorar um pouco, mas nós vamos vencer essa batalha". "Quem sabe, semana que vem estaremos juntos", afirma ao líder religioso. A conversa foi gravada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde o petista passou as últimas 48 horas antes de ser preso.

Frei Betto lembra da primeira vez em que o ex-presidente foi preso, nos anos 1980, durante a ditadura militar. Lula liderava, na época, uma greve dos metalúrgicos.

"É engraçado, eu tô muito mais tranquilo hoje do que em 1980", diz o ex-presidente, que lembra ainda que foi Betto quem denunciou sua prisão na ocasião.

Na conversa, Lula critica Moro e o procurador Deltan Dallagnol. "Eu duvido que o Moro, eu duvido que o Dallagnol, eu duvido que os caras que fizeram as mentiras que eles tão fazendo contra mim deitem toda noite com a consciência tranquila que eu deito, e durmam o sono que eu durmo", afirmou.

Lula falou ainda que a decretação da prisão dele por Moro aconteceu porque o petista é o "sonho de consumo do Moro", que tem uma "mente doentia" e segue uma "obsessão em que a mentira não tem limite".

Na avaliação de Lula, sua prisão acontece tendo em vista a iminência de uma liminar que proíba a prisão após condenação em segunda instância.

"'Vai que vem uma liminar e acaba com esse negócio da condenação em segunda instância e nós não prendemos o Lula. Pô, assim não vale'. Então, foi por isso que ele fez isso", afirma. Ele diz ainda que "toda essa palhaçada com meu nome que ele e a Globo fazem, todo santo dia, não pode ter fim se eu não for preso".

O petista diz também que sabia que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) "não era para parar na Dilma". "Não querem que o povo mais humilde ascenda um degrau na escala da sociedade. Só o fato do pobre comer bem parece que incomoda eles", diz.

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