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Gleisi diz que haverá "vigília" em Curitiba até que Lula seja solto

Theo Marques/UOL
Os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias (último à direita) organizam vigília nos arredores da sede da Polícia Federal em Curitiba já na madrugada deste domingo Imagem: Theo Marques/UOL

Bernardo Barbosa

Do UOL, em Curitiba

08/04/2018 03h29

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, disse na noite deste sábado (7) que haverá uma "vigília permanente" em Curitiba até que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja solto. A declaração foi dada pouco depois de o petista começar a cumprir pena pela condenação em segunda instância no caso do tríplex, da Operação Lava Jato.

"Curitiba será o centro de nossa ação política. Nós só sairemos daqui quando Lula também sair. Essa vigília é permanente", afirmou Gleisi em recado a militantes reunidos nas imediações da Superintendência da PF em Curitiba, onde Lula está preso.

A senadora disse ainda que Lula é um "preso político", e não um preso comum, e por isso muitos militantes seguirão em caravanas para Curitiba para demonstrar solidariedade a Lula.

Gleisi disse também que a Polícia Militar "forneceu" ao PT e movimentos sociais parques em que a militância poderá estacionar ônibus e instalar banheiros.

Mais cedo hoje, o juiz Ernani Mendes Silva Filho, da Justiça Estadual do Paraná, decidiu proibir integrantes de "movimentos" de transitar no entorno do prédio da PF. Ele vetou também a instalação de "estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade sem prévia autorização municipal e nos termos da legislação vigente". A decisão tem caráter liminar (temporário) e foi dada após pedido da Prefeitura de Curitiba. O juiz não citou que movimentos e pessoas são alvos da ordem judicial.

O informe de Gleisi foi dado depois que a senadora e o presidente do PT no Paraná, Dr. Rosinha, conversaram com o superintendente da PF no Paraná, Maurício Leite Valeixo, e o coronel Péricles de Matos, da Polícia Militar, sobre a ação policial contra os apoiadores de Lula que estavam reunidos na porta da PF em Curitiba aguardando a chegada do ex-presidente. Segundo ela, as polícias agiram de forma violenta.

Os manifestantes foram dispersados com uso de bombas de gás lacrimogêneo por parte da Polícia Federal e balas de borracha pela Polícia Militar. Segundo o tenente-coronel da PM Mário Henrique do Carmo, a PF agiu depois que duas bombas estouraram entre os apoiadores de Lula que estavam reunidos em frente ao portão da superintendência.

"Nós vamos ter muita gente aqui, vindo para cá em caravanas, e não pode mais acontecer uma coisa como essa", disse Gleisi.