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Onyx diz que continua no governo e que "ninguém tem fome de poder"

O ministro Onyx Lorenzoni - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O ministro Onyx Lorenzoni Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

01/02/2020 12h51

Resumo da notícia

  • Onyx e Bolsonaro se reuniram no Alvorada pela manhã
  • Após encontro, ministro disse que continua no cargo
  • Ele também negou que sua pasta esteja sendo esvaziada

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã de hoje, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que "ninguém tem fome de poder" e sinalizou que ficará no cargo.

Ele esteve no Palácio da Alvorada por cerca de uma hora e foi abraçado pelo presidente quando deixou a residência oficial.

Desde que assumiu a pasta, Onyx vem perdendo atribuições, como a articulação política, a SAJ (Secretaria de Assuntos Jurídicos) e nesta semana, o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos).

"Não estou aqui, nem o presidente Bolsonaro, em busca de poder. Estamos aqui para servir o Brasil", declarou o ministro ao sair do palácio.

"Não preciso de mais poder. Nós já temos uma atribuição e uma responsabilidade gigantesca. Ninguém aqui tem fome de poder. A gente tem fome de servir a sociedade brasileira e essa não é uma missão só nossa", disse.

Onyx não informou se com a perda de atribuições, seu ministério receberá uma nova função. Ele justificou que, no plano de governo do presidente elaborado antes das eleições, considerava o PPI na Economia.

Questionado sobre sua eventual saída do ministério, ele disse que o assunto não foi tratado e que levará a mensagem presidencial ao Congresso na segunda-feira.

"Nós nem conversamos sobre isso [saída da Casa Civil]. Nós conversamos sobre as tarefas do ministro da Casa Civil a partir já, agora, do meu retorno das férias. Conversamos sobre a rotina normal. Fica tudo igual, não mudou nada", declarou.

"Na mensagem [para o Congresso] estará o quê? Que o governo continuará a fazer as reformas que o Brasil precisa", afirmou. Ele disse acreditar que as reformas poderão ser aprovadas apesar do ano eleitoral. Ao contrário do que sinalizaram líderes do Congresso ao UOL.

Ele pontuou também que estará a indicação de que o governo enviará a reforma administrativa.

O ministro também evitou falar sobre a demissão do número dois da pasta, Vicente Santini, que foi o estopim da atual crise.

"Conversamos sobre isso [a demissão] e é página virada. Está resolvido e é página virada. O presidente tomou suas decisões, volto a reafirmar, Jair Bolsonaro é o meu líder. A decisão que ele toma tem que ser acatada", afirmou Onyx.

O então secretário foi demitido após usar um voo da FAB (Força Aérea Brasileira) de Davos, na Suíça, para Nova Déli, na Índia. A viagem foi classificada como "imoral" por Bolsonaro.

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