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Projeto de lei prevê criação de aplicativo para registro de BO online

Autora da proposta argumenta que número de acessos por celulares no Brasil já é sete vezes maior do que por telefonia fixa - Alex Schmidt/iStock
Autora da proposta argumenta que número de acessos por celulares no Brasil já é sete vezes maior do que por telefonia fixa Imagem: Alex Schmidt/iStock

Da Agência Câmara

05/01/2021 15h08

O Projeto de Lei 5318/20 determina que o governo federal crie um aplicativo de internet destinada ao envio de demandas a órgãos de segurança pública em caso de emergência, como por exemplo o registro de BO (Boletim de Ocorrência).

A aplicação deverá possibilitar o acesso tanto por páginas na internet quanto por meio de aplicativos para smartphones e deverá estar disponível na plataforma do governo destinada ao compartilhamento de softwares públicos livres.

Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, as aplicações, que poderão ser desenvolvidas em parcerias com os estados e o Distrito Federal, deverão possibilitar, no mínimo: o registro de boletim eletrônico de ocorrência pelo cidadão; o envio de alerta para casos de emergência que requeiram a atuação imediata de órgãos de segurança pública; e o envio, pelos órgãos de segurança pública, de alertas aos usuários acerca de emergências.

"Na segurança pública, persiste a oferta quase que exclusiva de atendimento por meio da telefonia, em um modelo tão antigo quanto a própria telefonia fixa", afirma a deputada Edna Henrique (PSDB-PB), autora da proposta.

"Assim, ao cidadão, discar o 190 para a Polícia Militar e o 193 para os Bombeiros tem sido, na maioria dos estados, sua única opção para entrar em contato com essas forças [de segurança]", completa.

Acessos

A parlamentar cita dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), segundo os quais existiam em 2019 apenas 33 milhões de acessos de telefonia fixa no Brasil, enquanto, no mesmo ano, o número de acessos de telefonia celular já ultrapassava a casa dos 226 milhões.

"Ou seja, número quase sete vezes maior que o de linhas de telefonia fixa", observou Edna.

Ela acrescentou ainda que a maior parte desses telefones celulares era composta por smartphones.

"O acesso à internet em 4G - tecnologia mais avançada disponível no Brasil - já correspondia a 68,7% do total de acessos móveis de internet aqui existente", complementou.

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