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Deputada usa camisa de Marielle Franco e lembra placa quebrada por Silveira

19.fev.21 - Deputada Talíria Petrone (PSOL) usa camisa "Quem mandou matar Marielle?" durante sessão do caso Silveira - Reprodução
19.fev.21 - Deputada Talíria Petrone (PSOL) usa camisa 'Quem mandou matar Marielle?' durante sessão do caso Silveira Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

19/02/2021 20h13Atualizada em 19/02/2021 23h33

Líder do PSOL na Câmara, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) usou uma camiseta com a frase "Quem mandou matar Marielle?" à sessão que decidiu pela manutenção de sua prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso em "flagrante delito" na última terça-feira (16) por fazer ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Estado Democrático de Direito.

Ao defender seu voto pela prisão do parlamentar, Petrone ainda ressaltou que "quebraram a placa de Marielle, mas não nos quebrarão".

Daniel Silveira, quando candidato, quebra placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Daniel Silveira, quando candidato, quebra placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco
Imagem: Reprodução/Twitter

A fala e a camiseta fazem referência a um episódio da campanha eleitoral de 2018, quando, ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), Silveira quebrou placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em março daquele ano.

A atitude gerou revolta e, na época, milhares de pessoas lotaram a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para distribuir 1.700 placas com o nome da vereadora Marielle Franco, como forma de protesto. A manifestação, convocada pela internet, conseguiu arrecadar mais de R$ 40 mil reais para a produção de quase duas mil placas.

Não é erro, não é equívoco. É parte da política de extermínio que os bolsonaristas defendem. O extermínio de direitos, da vida, da liberdade e da democracia. O que o senhor Daniel chama de equívoco é a política que matou Marielle Franco. É a política que extermina os jovens negros nas favelas e periferias brasileiras. Infelizmente, não é um discurso isolado."
Talíria Petrone

O episódio foi lembrado também pelo deputado Fábio Trad (PSD-MS), que reagiu a fala de Silveira enquanto ele tentava sensibilizar outros parlamentares para que revogassem a prisão referendada pelo plenário do STF.

O deputado, apelando para o tom emocional, muito provavelmente numa estratégia para sensibilizar os colegas, fala sobre a sua família. Mas aí eu lhe pergunto: será que o deputado pensou na família da Marielle Franco, quando ele quebra a placa? Será que o deputado pensou na família do cidadão Fachin (não do ministro, mas do cidadão que é pai, esposo)? O deputado não pensou."
Fábio Trad

O parlamentar fez referência ainda a um dos ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) citado, entre palavrões, pelo parlamentar no vídeo transmitido ao vivo em suas redes sociais e que levou à sua prisão em flagrante: "O que acontece, Fachin, é que todo mundo tá cansado dessa tua cara de filha da puta, que tu tem, essa cara de vagabundo, né? [...] Por várias e várias vezes já te imaginei levando uma surra".

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