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Bolsonaro transfere Pazuello para cargo na Secretaria-Geral do Exército

Eduardo Pazuello foi para a Secretaria-Geral do Exército - Carolina Antunes/Presidência da República
Eduardo Pazuello foi para a Secretaria-Geral do Exército Imagem: Carolina Antunes/Presidência da República

Colaboração para o UOL

23/04/2021 09h14

Demitido no mês passado do cargo de ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello foi realocado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para um cargo na Secretaria-Geral do Exército. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). A partir de agora, o ex-comandante da Saúde deixará Manaus, onde estava lotado, e voltará para Brasília.

"O presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso XIII, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 21, § 3º, do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 2.040, de 21 de outubro de 1996, resolve passar, por necessidade do serviço, o General de Divisão Intendente Eduardo Pazuello, do Comando do Exército, à situação de adido à Secretaria-Geral do Exército, deixando de ficar adido à 12ª Região Militar", destacou o governo ao confirmar a mudança de cargo do general.

Na Secretaria-Geral do Exército, o ex-ministro ficará responsável, entre outros, por preparar as reuniões do Alto Comando do Exército, conduzir o processo de concessão de medalhas e assessorar o comandante do Exército.

Pazuello foi demitido em março

Eduardo Pazuello foi tirado do cargo de ministro da Saúde no mês passado em meio ao pior momento enfrentado pelo país durante a pandemia do novo coronavírus. A gestão do general à frente da pasta ficou marcada pela crise e falta de oxigênio para pacientes internados com covid em janeiro e pelo atraso na compra de vacinas.

O STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a abrir um inquérito para investigar a atuação de Pazuello na crise da saúde que atingiu o Amazonas e, atualmente, a investigação está sendo conduzida pela primeira instância do Distrito Federal.

Em entrevista à revista Veja, o ex-secretário de Comunicação do governo Fábio Wajngarten atribuiu à "ineficiência" e à "incompetência" dos responsáveis pelo ministério da Saúde o atraso do governo na compra das vacinas. O ex-chefe da Secom, porém, evitou mencionar o nome de Eduardo Pazuello.

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