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1 mês

Lira defende PEC do voto impresso e recebe 'parabéns' de Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

13/05/2021 15h19Atualizada em 13/05/2021 16h43

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu hoje a aprovação de um projeto que quer tornar obrigatória a impressão de cédulas de papel após votação na urna eletrônica, apelidado de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso. O posicionamento rendeu elogios do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também apoia a matéria.

"Deve estar sendo instalada hoje a comissão na Câmara dos Deputados para que a gente possa votar [a PEC] no plenário e daí mandar para o Senado, em tempo hábil, para que as providências sejam tomadas e a voz da população seja ouvida. Nós queremos votar e queremos ter a certeza que esse voto é confirmado da maneira como a gente colocou", disse Lira em discurso, sendo aplaudido em seguida.

A declaração foi feita durante inauguração do trecho 4 do Canal do Sertão Alagoano, em São José da Tapera (AL). Também participaram do evento o presidente Bolsonaro, o senador Fernando Collor (PROS-AL) e os ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Gilson Machado (Turismo).

Bolsonaro, que falou logo em seguida, elogiou o deputado federal pela defesa do projeto.

"O voto impresso tem nome, né? A mãe é a deputada Bia Kicis [PSL-DF], lá de Brasília; o pai é o Arthur Lira, que instalou a comissão no dia de ontem. Parabéns, Arthur! É um prazer estar do seu lado", vibrou o presidente, citando também a autora da PEC.

Ontem, Bia Kicis comemorou a aprovação para a instalação da comissão especial que vai analisar seu projeto na Câmara e agradeceu a Lira.

"Não importa sua coloração política, todos queremos que nossos votos cheguem aos nossos candidatos. Só um sistema auditável nos garante isso", escreveu a deputada em uma rede social. Vale lembrar que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil já são auditáveis.

Maior alinhamento a Bolsonaro

A fala de Lira hoje é mais alinhada ao que defende Bolsonaro do que o discurso feito em janeiro, antes mesmo da eleição para a presidência da Câmara. À época, em entrevista ao UOL, o deputado reconheceu a importância do voto eletrônico e disse confiar no sistema, acrescentando que o Brasil é "exemplo" nessa questão.

Ele deixou em aberto, porém, a possibilidade de testar outras "versões".

"Existem algumas iniciativas já em tramitação na Câmara e eu sempre vou respeitar o que está sendo discutido na Casa. Agora, para amadurecer a discussão e analisar outras possibilidades, a Justiça Eleitoral poderia fazer um projeto-piloto, em um estado pequeno, por exemplo, ou uma cidade. O voto eletrônico começou assim, por etapas", opinou.

Eu confio no sistema atual eletrônico e acho que o Brasil é exemplo. O voto eletrônico evitou muita fraude. Temos que avaliar que versões estão sendo postas e por que o processo está sendo contestado.
Arthur Lira (PP-AL), em entrevista ao UOL (25/01/2021)

Urnas são seguras

Além de auditáveis, as urnas são testadas com regularidade sobre sua segurança. Já foi constatado que os dados principais são invioláveis e não podem ser infectados por vírus que roubem informações.

O TSE afirma que não há indícios de fraude em eleições desde 1996, quando as urnas eletrônicas foram adotadas.

Adicionalmente, segundo a Constituição, qualquer alteração no processo eleitoral deve ser aprovada ao menos um ano antes da votação. Isso significa que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apoiada por Bolsonaro precisa passar pelo Congresso até outubro deste ano para ser aplicada às eleições de 2022.

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