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3 meses

Marco Aurélio Mello diz que Bolsonaro prepara campo para impugnar eleição

Ministro Marco Aurélio Mello elogiou as urnas eletrônicas - Adriano Machado/Reuters
Ministro Marco Aurélio Mello elogiou as urnas eletrônicas Imagem: Adriano Machado/Reuters

Colaboração para o UOL

28/06/2021 19h13Atualizada em 29/06/2021 02h50

Marco Aurélio Mello, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), insinuou que Jair Bolsonaro (sem partido) só critica as urnas eletrônicas porque pode perder a eleição presidencial de 2022. Mello destacou que essas críticas aumentaram depois que pesquisas de intenção de voto apontaram um cenário ruim para o presidente neste momento.

"Talvez o problema maior esteja nos levantamentos quanto à intenção de votos para 2022. E o presidente já prepara, porque não somos ingênuos, um campo para uma impugnação, caso não seja vencedor na candidatura à reeleição", afirmou Mello em entrevista ao programa Conversa com Bial, da Rede Globo.

Antes disso, o apresentador Pedro Bial lembrou que Mello era contra as urnas eletrônicas no passado. Mas o ministro do STF reconheceu que ela funciona corretamente desde 1996.

"De lá para cá, ao contrário do que ocorria com o sistema anterior de cédula, não tivemos nenhum caso de impugnação séria procedente. A urna eletrônica acima de tudo preserva a vontade do eleitor", concluiu Mello.

Pandemia

O ministro criticou ainda o presidente com relação à condução da pandemia. "É muito negativa a postura que ele assumiu desde o início, chamando de gripezinha. Ele deveria dar o exemplo e preconizar o uso da máscara, do álcool e do isolamento", disse.

Com relação ao episódio em que Bolsonaro tirou a máscara de uma criança, Mello disse que "isso é péssimo em termos de exemplo. Rebelde não é o ministro Marco Aurélio, mas o presidente da república".

Na entrevista o ministro defendeu a Lava Jato. Segundo ele, a operação "tem mais pontos positivos que negativos. Logicamente, a Justiça é passível de falhas, mas há o sistema de recursos, que deve ser acionado. Mas a Lava Jato está com missa de sétimo dia já encomendada e vinga no Brasil um sentimento de impunidade", complementou.

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