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Lira: Brasileiro quer vacina, trabalho e vai julgar representantes em 2022

Presidente da Câmara, Arthur Lira - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Arthur Lira Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo*

22/07/2021 10h49Atualizada em 22/07/2021 11h26

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) se posicionou nas redes sociais acerca de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo sobre um episódio de ameaça às eleições do ano que vem. Para o parlamentar, o povo brasileiro deseja vacina neste momento e julgará seus representantes através do voto secreto em 2022.

"A despeito do que sai ou não na imprensa, o fato é: o brasileiro quer vacina, quer trabalho e vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem através do voto popular, secreto e soberano", escreveu o parlamentar no Twitter.

E completou: "As últimas decisões do governo foram pelo reconhecimento da política e da articulação como único meio de fazer o País avançar".

Uma reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo informou que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto fez ameaças a Lira sobre a não realização das eleições de 2022, caso não seja instaurado o chamado "voto auditável", uma bandeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Segundo a reportagem, a mensagem foi levada no último dia 8 ao presidente da Câmara por meio de um importante interlocutor político, que não teve o nome revelado.

Netto e Lira desmentem

Durante cerimônia de inauguração da Antena Multisatelital, Braga Netto leu uma nota negando as informações publicadas pelo jornal. O presidente da Câmara dos Deputados também rebateu a reportagem. Questionado pela agência de notícias Reuters, Lira respondeu em uma mensagem de texto: "mentira".

Sem provas ou indícios, Bolsonaro tem reiterado que o atual sistema eletrônico é passível de fraudes e que é preciso implementar o voto impresso. A insinuação infundada é a de que poderia haver fraude nas atuais urnas para derrotá-lo no ano que vem.

Ao contrário do que afirma Bolsonaro, o sistema eletrônico de votação é auditável e, desde a implementação da urna eletrônica em 1996, nunca foi comprovada uma fraude realizada em todas as eleições feitas desde então.

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