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Randolfe: Bolsonaro tem que parar de se comportar como criança da 5ª série

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é contrário à postura combativa de Bolsonaro e afirma que presidente é antidemocrático - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é contrário à postura combativa de Bolsonaro e afirma que presidente é antidemocrático Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

30/07/2021 14h58Atualizada em 30/07/2021 16h21

O senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve parar de se comportar "como uma criança da 5ª série". A declaração foi dada um dia após o presidente convocar uma transmissão ao vivo onde afirmou que mostraria possíveis brechas na segurança das urnas eletrônicas — o que acabou não acontecendo. Na live, ele voltou a fazer ataques contra o STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro tem que parar de se comportar como um irresponsável e, com todo respeito, uma criança no intervalo da 5ª série, e se comportar como Presidente da República
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid

A resposta do parlamentar foi dada após ser questionado, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, se o combate às fake news estaria entre os focos da Comissão Parlamentar de Inquérito, que retorna às atividades na próxima semana. Bolsonaro acusou o STF de cometer crime e de produzir notícia falsa.

Diante desse cenário, Randolfe disse que ontem provocou o Supremo para que Bolsonaro fosse interpelado sobre a declaração.

Se não provar, de imediato, que seja multado diariamente em R$ 500 mil. Não podemos aceitar passivamente quem vive diariamente atentando contra a democracia. Não será através de bravateiros que esse país sairá da crise que está enfronhado em decorrência deste governo
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid

Retorno da CPI e linhas de investigação

Considerada como uma "segunda temporada" por Randolfe, o retorno das atividades do colegiado no Senado tem como principal linha de investigação as empresas intermediárias que faziam a revenda de vacinas ao Brasil.

Vamos recomeçar na terça com o depoimento dessa figura que é o reverendo Amilton. Ele é uma peça que pode nos ajudar a esclarecer quem eram os personagens que tinham trafico de influência no Ministério da Saúde
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid

Amilton Gomes de Paula preside a Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), que, apesar do nomw, é uma instituição privada. Até 2020, a Senah se chamava Senar (Secretaria Nacional de Assuntos Religiosos).

De acordo com informações reveladas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, Amilton recebeu aval do diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, para negociar a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa Davati Medical Supply.

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