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Conteúdo publicado há
1 mês

Bolsonaro pega violão como se fosse fuzil e volta a defender compra de arma

Do UOL, em São Paulo

28/08/2021 12h08Atualizada em 28/08/2021 14h07

Um dia após defender compra de fuzil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a reforçar seu discurso armamentista. Durante evento com lideranças evangélicas em Goiânia na manhã de hoje, Bolsonaro foi presenteado com um violão autografado e segurou o instrumento musical como se estivesse empunhando um fuzil.

"O CAC [colecionadores, atiradores e caçadores] está comprando fuzil, hein. Homem armado jamais será escravizado", disse o presidente após ser presenteado pelo deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO). Segundo o deputado, o violão estava assinado por artistas como Amado Batista, Gusttavo Lima e Leonardo.

A demonstração de hoje reforça o discurso a apoiadores ontem, quando o presidente citou o pacote de decretos —assinado por ele— que concedeu permissão aos CACs para a compra de armas e munições através da flexibilização das normas previstas em decretos publicados em 12 de fevereiro deste ano. A assinatura do pacote foi criticada por parlamentares e entidades.

"Tudo que pode fazer por decreto, eu fiz. CAC está podendo comprar fuzil. CAC, que é fazendeiro, compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Sei que custa caro. Tem idiota, 'ah, tem que comprar feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar", disse ontem Bolsonaro.

No fim do mês passado, o presidente reafirmou que, ao dormir, sempre se deita com uma arma próxima da cama, mesmo tendo uma equipe de segurança para protegê-lo durante todo o dia, inclusive na hora de repouso.

"Eu não consigo dormir, apesar de toda segurança que tenho aqui, sem uma arma ao meu lado. Imagine quem mora longe, em lugares ermos", disse Bolsonaro a apoiadores, em gravação feita pelo canal Foco do Brasil, no YouTube.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.