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Rosa Weber cita 'mares revoltos' e discursa em favor da democracia

10.dez.2020 - A ministra Rosa Weber, do STF, durante sessão plenária por videoconferência - Rosinei Coutinho/SCO/STF
10.dez.2020 - A ministra Rosa Weber, do STF, durante sessão plenária por videoconferência Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

15/09/2021 15h51Atualizada em 15/09/2021 16h00

A vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Rosa Weber, fez um pronunciamento em alusão ao Dia Internacional da Democracia, celebrado hoje, na abertura da sessão que retoma o julgamento do marco temporal das terras indígenas. Sem citar nomes, Weber afirmou que a fala era necessária "considerando em especial os mares revoltos em que temos navegado".

No discurso, Weber afirmou que democracia "não se resume a escolhas periódicas" de governantes por meio das eleições, mas também "exercício constante de diálogo e de tolerância", em que os direitos das minorias devem ser respeitados. A ministra está à frente da sessão na ausência do presidente da Corte, Luiz Fux.

"Enfatizo que a democracia não se resume a escolhas periódicas, por voto secreto e livre, de governantes. Democracia é também exercício constante de diálogo e de tolerância. De mútua compreensão das diferenças. De sopesamento pacífico de ideias distintas, até mesmo antagônicas", declarou Weber.

Para a ministra, a vontade da maioria é legítima, mas não deve "suprimir ou abafar a opinião dos grupos minoritários, muito menos tolher ou comprometer-lhes os direitos constitucionais assegurados".

Na semana passada, Fux havia discursado em reação às ameaças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas manifestações de 7 de setembro. Nos atos, que tiveram apoio a pautas golpistas, o presidente afirmou que não cumpriria mais decisões do ministro Alexandre de Moraes, que está à frente de investigações contra apoiadores do governo.

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