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Lula está melhor agora do que no Datafolha de 2002 e 2006; veja os números

Ex-presidente Lula está com desempenho melhor do que em sondagens feitas nas duas ocasiões em que foi eleito. - Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula está com desempenho melhor do que em sondagens feitas nas duas ocasiões em que foi eleito. Imagem: Ricardo Stuckert

Do UOL, em São Paulo

29/07/2022 14h15Atualizada em 03/08/2022 15h52

Datafolha - Pesquisa muito confiável -  -

Pesquisa Datafolha, contratada pelo jornal Folha S.Paulo e divulgada ontem, aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto para o primeiro turno na corrida presidencial. O resultado é melhor do que nas pesquisas realizadas pelo mesmo instituto aproximadamente dois meses antes das eleições de 2002 e 2006, quando Lula saiu vencedor.

Em julho de 2002, quando, assim como hoje, não concorria à reeleição, Lula registrou 33% das intenções de voto.

Ciro Gomes (à época no PPS, e hoje no PDT) despontava como o principal adversário do petista ao Palácio do Planalto e registrou 28%. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, aparece com 29%.

José Serra (PSDB) foi quem passou para o segundo turno contra Lula, e na sondagem de julho de 2002 aparecia com 16%.

Lula saiu vencedor na disputa do segundo turno contra Serra, atingindo 61,2% dos votos válidos. O tucano ficou com 38,7%, segundo a contabilização oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Veja os números abaixo:

Datafolha em julho de 2002

  • Lula (PT): 33%
  • Ciro Gomes (PPS): 28%
  • José Serra (PSDB): 16%
  • Anthony Garotinho (PSB): 11%
  • Zé Maria (PSTU): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
  • Branco/nulo/nenhum: 5%
  • Não sabe: 6%

Datafolha de agora

Hoje o Datafolha aponta que Lula tem a possibilidade de liquidar a disputa ainda no primeiro turno. De acordo com a sondagem, o ex-presidente tem 52% das intenções para os votos válidos, quando são desconsiderados os votos em branco e nulos —na margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ele varia de 50% a 54%. Veja a seguir o cenário com votos totais:

  • Lula (PT): 47%
  • Jair Bolsonaro (PL): 29%
  • Ciro Gomes (PDT): 8%
  • Simone Tebet (MDB): 2%
  • André Janones (Avante): 1%
  • Pablo Marçal (Pros): 1%
  • Vera Lucia (PSTU): 1%
  • Leonardo Péricles (UP): não pontuou
  • Sofia Manzano (PCB): não pontuou
  • José Maria Eymael (DC): não pontuou
  • Luciano Bivar (União Brasil): não pontuou
  • General Santos Cruz (Podemos): não pontuou
  • Luiz Felipe D'Avila (Novo): não pontuou
  • Brancos/nulos/nenhum: 6%
  • Não sabem: 3%

Os levantamentos do Datafolha não são diretamente comparáveis, pois têm nomes diferentes, mas a margem de erro das pesquisas de agora e de 2002 e 2006 é a mesma.

Datafolha em julho de 2006

O Datafolha deste mês se assemelha ao feito em julho de 2006, ocasião em que Lula tentava se reeleger. À época, o levantamento apontou o petista com 44% das intenções de voto —hoje ele tem 47%.

Até então filiado ao PSDB, Geraldo Alckmin aparecia em segundo lugar, com 28%, um ponto percentual abaixo do que o registrado por Bolsonaro na sondagem divulgada ontem. Hoje o ex-governador paulista é vice na chapa presidencial encabeçada por Lula.

Datafolha em julho de 2006

  • Lula (PT): 44%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 28%
  • Heloísa Helena (PSOL): 10%
  • José Maria Eymael (PSDC): 1%
  • Cristovam Buarque (PDT): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  • Luciano Bivar (PSL): 0%
  • Branco/nulo/nenhum: 7%
  • Não sabe: 8%

Na eleição de 2006, Lula foi para o segundo turno contra Alckmin. O pleito terminou com o petista registrando 48,6% dos votos válidos, e o ex-tucano, 41,6%, segundo o TSE.

Sobre o instituto

O Datafolha é um instituto de pesquisas ligado ao jornal Folha de S.Paulo. O instituto só realiza pesquisas eleitorais financiadas por grupos de comunicação. As pesquisas geralmente são feitas abordando entrevistados em pontos de grande fluxo de pessoas em áreas estabelecidas conforme distribuição do eleitorado brasileiro.

Errata: o texto foi atualizado
Geraldo Alckmin estava em julho de 2006 um ponto percentual abaixo, e não acima, do atual índice de Jair Bolsonaro na pesquisa Datafolha. O texto foi corrigido

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