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Haddad anuncia ex-primeira-dama Lúcia França como vice para o governo de SP

23.jul.2022 - Fernando Haddad (PT) durante a Convenção da Federação Brasil da Esperança formada por PT, PCdoB e PV que anunciou a candidatura dele ao governo de São Paulo - YURI MURAKAMI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
23.jul.2022 - Fernando Haddad (PT) durante a Convenção da Federação Brasil da Esperança formada por PT, PCdoB e PV que anunciou a candidatura dele ao governo de São Paulo
Imagem: YURI MURAKAMI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, erm São Paulo

05/08/2022 16h26Atualizada em 05/08/2022 21h57

O petista Fernando Haddad anunciou hoje o nome da educadora Lúcia França (PSB-SP) como vice em sua chapa para a eleição ao governo do estado de São Paulo, que será realizada em outubro. O anúncio foi feito pelo próprio ex-ministro e ex-prefeito da capital paulista nas redes sociais.

Depois de muitas tratativas com os seis partidos aliados em busca de uma mulher para compor a nossa chapa ao governo do Estado, pedi ao PSB que indicasse o nome. A indicação me chegou e não poderia me dar maior satisfação: a educadora Lúcia França será a nossa vice. Fernando Haddad

Lúcia França, 60, é mulher de Márcio França, ex-governador de São Paulo, que desistiu em julho de se candidatar ao Palácio dos Bandeirantes "em defesa da democracia".

Ela nasceu na capital paulista, mas foi criada em São Vicente, na Baixada Santista, cidade onde o marido alavancou a sua carreira política e foi prefeito por dois mandatos seguidos. É professora desde os 17 anos e mantenedora de seu próprio colégio, o COC Novomundo, em Praia Grande (SP). (Para ler o perfil completo, clique aqui)

Haddad tinha preferência pela ex-ministra Marina Silva (Rede) como sua vice, porém, ela anunciou recentemente a pré-candidatura à deputada federal por São Paulo e negou o convite. O nome de Marina poderia apaziguar o imbróglio entre PT e PSOL por indicações na chapa, já que os psolistas formam uma federação com a Rede.

Procurado pelo UOL, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, disse que não está acompanhando a escolha para vice do PT, mas que a legenda mantém o apoio ao governo.

"A decisão do PSOL de apoiar o Haddad já está tomada. O PSOL vai apoiar o Haddad, vai indicar o primeiro suplente do Márcio França, que sou eu, e é isso. Não tem mais nenhum debate sobre esse tema não", disse.

O candidato a vice-presidente de Lula e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), comemorou a decisão. Ele disse que Haddad estará "muito bem acompanhado" por Lúcia França.

"Uma chapa preparada para SP. Contem comigo!", escreveu Alckmin no Twitter.

Pesquisa do Instituto Real Time Big Data realizada com entrevistas por telefone, contratada pela TV Record e divulgada nesta semana, mostra o ex-prefeito na liderança para o governo de São Paulo, com 33% das intenções de voto no principal cenário na pesquisa estimulada —quando o entrevistado recebe uma lista com os nomes dos pré-candidatos.

O ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador Rodrigo Garcia (PSDB) aparecem com 20% e 19%, respectivamente. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Haddad é um dos nomes mais próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atualmente. O líder petista tem mantido como principais aliados na campanha deste ano aqueles que estiveram ao seu lado durante os 580 dias em que esteve preso em Curitiba (PR). Haddad, que assumiu a candidatura do PT à presidência em 2018 diante da impossibilidade de Lula concorrer, é um deles.

Ele tem acompanhado Lula em parte dos jantares reservados e fora da agenda que o ex-presidente mantém com empresários. Também articulou em sua casa, na última quarta-feira, um encontro do ex-presidente com reitores de universidades do Estado.

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