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Reinaldo: Ministério receber 'dama do tráfico' é inaceitável; governo errou

O colunista do UOL Reinaldo Azevedo classificou como "inaceitável" o fato de o Ministério da Justiça ter recebido Luciane Barbosa Farias, conhecida como "dama do tráfico", em Brasília. Durante o programa Olha Aqui!, ele afirmou que houve erro do governo.

Não é aceitável e não existe um mas para isso. Não é aceitável que uma mulher ligada ao narcotráfico vá parar em órgãos do Ministério da Justiça e participe de atividades ligadas ao Ministério dos Direitos Humanos. Reinaldo Azevedo

Ele ainda destacou que a visita foi um descuido que precisa ser coibido pelo governo e, por isso, é necessária uma reação e atitude.

Sei que são pessoas que não cometeram crimes, mas cometeram falhas administrativas muito sérias com implicações políticas. (...) quando se diz que não é aceitável isso supõe um segundo momento, então é necessário que se faça alguma coisa. É preciso demitir quem recebeu ou quem não tomou as providências para que não fosse recebida. Reinaldo Azevedo

Reinaldo ainda fez críticas ao Ministério da Justiça, que afirmou que as secretarias responsáveis pela visita de Luciane não sabiam de sua ligação com o Comando Vermelho, e afirmou que o fato de não saber também é um problema. Agora, diante da situação, o Ministério da Justiça publicou hoje (15) uma portaria com regras mais rígidas para a entrada de visitantes na sede da pasta.

Você não pode receber gente que você não conhece. Há bancos de dados para consultar a ficha. Só agora estabeleceram uma norma com três itens, onde o primeiro é ver quem vai entrar no Ministério. Não é aceitável e são pessoas sérias dentro da pasta, mas às vezes os progressistas e o pensamento progressista se perdem um pouco nesse negócio de representação e legitimidade natural da representação. Reinaldo Azevedo

Por fim, o colunista do UOL disse que uma atitude já deveria ter sido tomada pelo governo, mas que a publicação da portaria deixa um recado claro.

Deveria ter tomado uma atitude lá atrás, mas errou. Agora é preciso deixar claro que erros e hesitações dessa natureza, em um caso tão grave, não serão tolerados. Reinaldo Azevedo

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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