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Em dia de ato pró-Bolsonaro, Lula fala de pássaro e Minha Casa Minha Vida

O presidente Lula (PT) ignorou o ato de Jair Bolsonaro (PL) em Copacabana, no Rio de Janeiro, e aparece em um vídeo publicado no X, neste domingo (21), falando sobre o pássaro João-de-barro e o programa Minha Casa, Minha Vida.

O que aconteceu

No vídeo, compartilhado pela primeira-dama, Janja, ele mostra as casas construídas pela ave na região do Palácio do Alvorada. O presidente chamou esses ninhos de "extraordinários" e salientou que o processo para construção é demorado. "Ele pega barro, é um trabalho de engenharia mesmo".

Lula ainda faz propaganda do programa Minha Casa, Minha Vida. "A gente quer que toda família tenha um 'ninhozinho' para cuidar das suas famílias com muito carinho e amor. É no João-de-barro que a gente se inspira para viver em harmonia".

Janja escreveu na publicação que o domingo foi dia de conferir "as obras do Minha Casa, Minha Vida que os João de Barro construíram aqui no Alvorada".

Bolsonaro exalta Musk

Bolsonaro usou o ato para dizer que as eleições 2022 são "página virada" e exaltar Elon Musk, dono do X e seu aliado na queda de braço com o STF (Supremo Tribunal Federal).

O ex-presidente não citou o ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro começou a discursar 1h20 após o início do ato. Na fala de 34 minutos, ele lembrou a facada em 2018, a campanha que o levou à presidência e a suposta perseguição que tem sofrido desde então. "O sistema não gostou dos quatro anos nossos e passou a trabalhar contra a liberdade de expressão", disse.

"Alexandre de Moraes é uma ameaça à democracia", afirmou Silas Malafaia, que discursou momentos antes de Bolsonaro. Organizador do ato, o pastor da Assembleia de Deus classificou como arbitrárias várias decisões recentes do ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele classificou o inquérito das fake news, tocado por Moraes, como "aberração jurídica".

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Ex-presidente pediu salva de palmas para Elon Musk. Ele definiu o empresário como "um homem que teve a coragem de mostrar para onde a nossa democracia estava indo". A fala é uma menção ao Twitter Files, uma troca de e-mails com veracidade não-confirmada na qual funcionários da plataforma relatam sofrer pressão de autoridades brasileiras para acessar dados sigilosos.

Um grupo de estudos da USP estimou que o ato reuniu quase 33 mil pessoas. A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirma que não fez estimativa de público presente no ato.

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