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Coronavírus

Conteúdo publicado há
15 dias

Com aprovação da OMS, Doria pede liberação da CoronaVac na Europa

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre a CoronaVac no Instituto Butantan - Divulgação
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa sobre a CoronaVac no Instituto Butantan Imagem: Divulgação

Rayanne Albuquerque, Lucas Borges Teixeira e Henrique Freitas

Do UOL, em São Paulo

02/06/2021 12h59Atualizada em 02/06/2021 15h44

Após a aprovação da CoronaVac pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que enviou hoje cartas à Comunidade Europeia e ao Parlamento Europeu solicitando a inclusão da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac entre os imunizantes aceitos no bloco.

Enviei hoje pela manhã cartas aos presidentes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu solicitando a inclusão da vacina do Butantan entre os imunizantes aceitos para a entrada de viajantes no bloco. É uma medida importante para a normalização do fluxo de pessoas e de negócios entre o Brasil, especialmente São Paulo, com os países da comunidade europeia.
João Doria, governador de São Paulo (PSDB)

A secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, relembrou que todos que receberem a vacina do Butantan precisavam fazer quarentena ao chegar nos países europeus. Agora, com a aprovação da OMS, há um indicativo de que a Comissão Europeia siga a mesma determinação e libere a entrada com mais facilidade.

Chegada de mais insumos

A equipe tucana também falou hoje, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sobre a chegada de mais insumos para produção da CoronaVac. Segundo Doria, mais 6 mil litros da matéria-prima foram liberados pela China para a produção de 10 milhões de doses da vacina.

A previsão da chegada dos insumos é 28 de junho, segundo o governador. Ele também postou a notícia nas redes sociais.

Promessa de antecipar vacina

Antes da coletiva, Doria usou as redes sociais para comunicar que toda a população adulta de São Paulo será vacinada até o dia 31 de outubro. A promessa antecipa a previsão que o gestor estadual havia dado sobre todos acima dos 18 anos serem imunizados até dezembro deste ano. Mas a nova conta foi feita com base no calendário do Ministério da Saúde —que já sofreu atrasos.

O governador afirmou que a promessa é "fruto de bom planejamento" e de ações integradas com os municípios, as áreas de saúde, o sistema de vacinação e as unidades estaduais, municipais e o Instituto Butantan. Doria disse ainda que mais seringas e agulhas foram compradas para agilizar a vacinação.

De acordo com a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde, Regiane de Paula, as vacinas que estão em território nacional aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) devem ser aplicadas na população com idade acima de 18 anos, mas há uma tentativa para que a faixa seja ampliada para o público a partir dos 16 anos.

As vacinas que estão em território hoje estão aprovadas pela Anvisa para a população de 18 anos ou mais. Nós também, com o PNI [Plano Nacional de Imunização], poderemos incluir uma faixa etária de 16 anos. Mas, no momento, todas as vacinas do território estão preconizadas para pessoas acima de 18 anos. Se houver mudanças, as traremos oportunamente.
Regiane de Paula

Os municípios têm autonomia para definir como será feito o cronograma de vacinação. Na cidade de São Paulo, a prefeitura tem seguido o cronograma definido pelo estado.

Calendário de imunização

Foi iniciada hoje a imunização de pessoas com comorbidade e deficiência permanente que tenham entre 30 e 39 anos. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, o grupo é formado por 1,2 milhão de pessoas.

A imunização de profissionais da educação básica de 45 e 46 anos será antecipada para a próxima quarta-feira (9). Os professores do ensino superior não estão incluídos.

A secretária Patrícia Ellen alega que o perfil dos professores dos dois níveis é diferente. De acordo com ela, o governo trabalha em um "protocolo de testagem rápida" para os trabalhadores de educação básica e da superior.

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