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Cacique Raoni falou com Macron sobre Amazônia ao fim do G7

26.ago.2019 - Líder indígena Raoini chega para coletiva de imprensa em Biarritz, na França, por ocasião do encontro do G7 - Gaizka Iroz/AFP
26.ago.2019 - Líder indígena Raoini chega para coletiva de imprensa em Biarritz, na França, por ocasião do encontro do G7 Imagem: Gaizka Iroz/AFP

Em Bidart, França

26/08/2019 17h29

O líder indígena Raoni, figura da luta contra o desmatamento da Amazônia, se reuniu hoje à tarde com o presidente francês Emmanuel Macron, conforme anunciou em entrevista coletiva em Biarritz ao fim do G7.

"Falei com o presidente Macron sobre muitos temas e tivemos uma boa conversa", disse. "Pedi ao presidente Macron que nos ajude a preservar nossas terras."

"Ele vai convencer os chefes de Estado a ajudarem a Amazônia com os incêndios e o estado crítico da floresta", acrescentou o cacique caiapó, de 89 anos.

Reunido em Biarritz, sudoeste da França, o G7 prometeu hoje uma ajuda de US$ 20 milhões e o envio de aviões-tanque para combater os incêndios na Amazônia.

Além disso, o G7 acordou um plano de ajuda destinado ao reflorestamento, que será apresentado na Assembleia Geral da ONU, no fim de setembro.

"As florestas e as terras do Brasil ajudam todo o planeta a viver", informou Raoni Metuktire, defensor incansável dos direitos das comunidades indígenas.

De acordo com o cacique, o presidente Jair Bolsonaro "incitou agricultores e empresas mineradoras a incendiarem a Amazônia".

Na sexta-feira, em entrevista à AFP, Raoni pediu ajuda da comunidade internacional para fazer pressão e "tirar o Bolsonaro".

Em 7 de setembro, Raoni participará no Climax, reunião alternativa em Bordeaux, na França, com foco na Floresta Amazônica.

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