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Inpe estima rota do óleo vazado, que poderá chegar ao Rio

Manchas de óleo na praia de Feliz Deserto, em Alagoas. no dia 21 de outubro - Raquel Grison/Laboratório de Morfologia Sistemática e Ecologia de Aves do Museu de História Natural da Ufal
Manchas de óleo na praia de Feliz Deserto, em Alagoas. no dia 21 de outubro Imagem: Raquel Grison/Laboratório de Morfologia Sistemática e Ecologia de Aves do Museu de História Natural da Ufal

Giovana Girardi

Rio

02/11/2019 07h42

Convidado pela Marinha só no dia 25 de outubro para colaborar com as investigações sobre o derramamento de óleo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem uma tecnologia que permite estimar por onde alguns bolsões com óleo podem estar se deslocando. Isso abre a possibilidade para tentar contê-lo antes de chegar às praias.

É assim que o instituto, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, deve colaborar a partir de agora. Especialista em monitoramento por satélite, o Inpe confirma o que vem sendo dito pelo governo federal, de que não tem sido possível ver por satélite o óleo se deslocando.

O oceanógrafo Ronald Buss de Souza, interinamente como vice-diretor do Inpe, afirma que foram checadas as imagens disponíveis - e referentes às áreas mais próximas da costa - e não foram detectadas as manchas. Isso corrobora a ideia de que o deslocamento se dá na subsuperfície.

A partir de agora, o órgão vai fazer um direcionamento específico do satélite CBERS para obter imagens de alto-mar em áreas específicas. Além disso, o núcleo de oceanografia consegue analisar, a partir de dados de ventos e correntes marítimas, para onde o óleo pode estar indo - podendo chegar ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro. "O ponto é que existe mais óleo para vir e podemos mostrar onde está, antes que chegue às praias."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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