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Jamil Chade

"Não há o que se contestar", diz líder de Comissão de Relações Exteriores

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), em reunião em 5 de março de 2020. - Pedro França/Agência Senado
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), em reunião em 5 de março de 2020. Imagem: Pedro França/Agência Senado
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

06/11/2020 14h30

Nelsinho Trad, presidente Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, acredita que não há o que questionar na eleição americana. "Foi uma eleição equilibrada. Mas demonstrando uma vantagem ao candidato democrata (Joe Biden), não só no âmbito popular, como também nos colégios eleitorais", disse o senador pelo Mato Grosso do Sul.

"Entendo que, como democrata e respeitador do estado democrático de direitos, não há o que se contestar. Essa foi a vontade do povo americano", afirmou.

"Espero que o novo governo tenha sorte, proteção de Deus e que possa se relacionar com os outros países com a mesma grandeza que pautou o outros governantes americanos", disse.

Segundo ele, a relação comercial entre Brasil e EUA "vem de décadas e se consolida a cada ano". "Esperamos que ela possa melhorar e avançar nesse momento de retomada de desenvolvimento econômico", completou.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos fizeram eco às alegações de Donald Trump sobre uma suposta fraude na eleição americana e que, por enquanto, revela uma vantagem clara ao candidato democrata Joe Biden.

No Itamaraty, a ordem é a de não reconhecer uma eventual vitória de Biden até que haja uma conclusão dos casos denunciados nos tribunais por parte de Trump ou que o próprio reordene reconheça a derrota.