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Sargento preso com cocaína em avião oficial não é filiado a PT ou PSL

Arte UOL sobre reprodução
Imagem: Arte UOL sobre reprodução

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/07/2019 04h01

Diversas teorias já foram criadas sobre Manoel Silva Rodrigues, sargento da FAB (Força Aérea Brasileira) preso na Espanha no último dia 25 com 39 kg de cocaína em meio a uma missão oficial ligada ao presidente Jair Bolsonaro. Uma das mais fortes a circular pelas redes sociais trata da filiação política de Rodrigues.

Alguns internautas o apontam como filiado ao PSL, partido do presidente, e, por isso, estaria voando em um avião presidencial. No Facebook, a corrente vinha acompanhada da hashtag #B171. Já outros apontam que Rodrigues seria filiado ao PT, opositor a Bolsonaro, pois já havia voado em aviões oficiais desde antes de o presidente atual assumir. "Resolvido o mistério", publicou uma usuária que teve o post viralizado no Twitter.

FALSO: Sargento preso não é filiado a nenhum partido

Todas as correntes são falsas. Rodrigues não era filiado a nenhum partido e, como militar na ativa, nem poderia ser.

De acordo com a base de dados de filiados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não há nenhum Manoel Silva Rodrigues filiado ao PT ou ao PSL em nenhum estado.

No Distrito Federal, onde o militar mora, há um quase homônimo no PSL: Manoel de Sousa Rodrigues -- o que pode ajudar na confusão --, mas nenhum Silva.

Militares da ativa não podem se filiar

Nem se Rodrigues quisesse participar de algum partido político, ele poderia. A participação na política de militares na ativa, seu caso como segundo-sargento da Aeronáutica, está vetada pela Constituição Federal. De acordo com o Artigo 142, eles não podem se filiar a siglas, sindicalizar ou fazerem greve.

Para entrarem em partidos políticos, eles têm de sair da corporação ou irem para a reserva, como é o caso do general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, filiado ao PRTB desde 2018.

Filiações falsas são comuns na internet

Diversas figuras públicas já ganharam filiações a diferentes partidos nas notícias falsas de redes sociais. O UOL Confere já desmentiu que os acusados de matar a vereadora Marielle Franco pertenciam ao PT, assim como o médium João de Deus seria membro do Partido dos Trabalhadores - ele já pertenceu ao DEM.

Em outras notícias falsas, os parentes de Adélio Bispo, homem que atacou o presidente Jair Bolsonaro na campanha, também já teriam trabalhado com o PT, enquanto Eike Batista seria um dos fundadores do Partido Novo. O UOL Confere desmentiu ambos.

O UOL Confere é uma iniciativa do UOL para combater e esclarecer as notícias falsas na internet. Se você desconfia de uma notícia ou mensagem que recebeu, envie para uolconfere@uol.com.br.

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