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"Ao custo que for necessário, vamos fazer justiça", diz Jungmann sobre morte de Marielle

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann  - PAULO CARNEIRO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann Imagem: PAULO CARNEIRO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio

15/03/2018 19h13

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na noite desta quinta-feira (15) que será feita justiça em relação ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) independentemente dos custos e do tempo que forem necessários.

Ele disse que o crime será esclarecido e que as ações das forças de segurança na intervenção federal no Rio não serão endurecidas.

“Vamos acompanhar esse caso até que ele se encerre. Quero dizer ao povo carioca, aos familiares da vereadora, aos amigos, àqueles que ao lado lutavam pelos direitos de todos e de todas, que nós vamos encontrar e vamos punir os responsáveis por esse bárbaro crime, pelo tempo que for necessário e ao custo que for necessário, nós vamos fazer justiça", afirmou o ministro em entrevista à imprensa no Rio.

O ministro anunciou que o caso continua sendo conduzido pela Polícia Civil, mas agora com o apoio da Polícia Federal, da Abin (agência de inteligência), da Secretaria Nacional de Segurança Pública e dos departamentos de inteligência das Forças Armadas.

As declarações foram dadas após reunião na tarde desta quinta-feira com o interventor federal, general Walter Braga Netto, e o secretário da Segurança do Rio, general Richard Nunes.

Jungmann disse que os órgãos de inteligência das instituições que estão participando da investigação estão trabalhando de forma integrada e no âmbito da intervenção federal. Segundo ele, representantes de cada entidade se reúnem diariamente em Brasília e no Rio para trocar informações de inteligência.

A integração entre os setores de inteligência dos órgãos de segurança pública é encarada como um dos principais objetivos da equipe do general Braga Netto --ao lado da melhoria da gestão das polícias e do combate à corrupção.

Questionado sobre a evolução da investigação, Jungmann disse que detalhes não serão divulgados. Ele informou que, por enquanto, não há detidos.

Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República abriu procedimento interno para avaliar se pedirá judicialmente que a investigação do assassinato seja assumida pela Polícia Federal. O ministro disse que a investigação já está federalizada na medida em que conta com a participação de diversos órgãos de segurança federais, mas é conduzida oficialmente pela Policia Civil.

A intervenção pode endurecer?

Questionado pelo UOL se a intervenção pode endurecer suas ações no Rio após o assassinato da vereadora, Jungmann afirmou: “a questão não é endurecer, é fazer o que tem que ser feito dentro da lei, com determinação, coragem e compromisso”.

Na noite de quarta-feira, logo após o crime, políticos do PSOL afirmaram não querer que o crime fosse de nenhuma forma associado à intervenção no Rio por temer que a morte da vereadora fosse usada como argumento por quem defende ações mais duras das forças de segurança durante a intervenção.

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