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'Não vamos tolerar abuso', diz Doria sobre PMs suspeitos de tráfico

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

26/06/2020 14h30

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), falou hoje sobre a operação feita ontem pela corregedoria da Polícia Militar, que cercou a sede do 5º Batalhão, na Vila Gustavo, zona norte da capital paulista, para apurar denúncias contra policiais da unidade.

Sem ser incisivo em relação ao tema, o político tucano voltou a dizer que o comportamento de uma minoria da corporação não vai comprometer a qualidade da polícia no estado.

"Quero deixar claro aos que aqui estão. Volto a repetir: não vamos tolerar abuso de violência ou de qualquer tipo de disfunção naquilo que representa um policial militar ou civil no cumprimento das suas tarefas. Temos a melhor polícia do país, com conduta, bom procedimento. Não será 1% que vai comprometer a qualidade da polícia em São Paulo. Investigação, se não foi iniciada, será. Havendo culpabilidade, será expulso", afirmou.

Policiais militares da Força Tática do 5º Batalhão, na Vila Gustavo, zona norte da capital paulista, são suspeitos de traficar drogas apreendidas, matar moradores de rua e adulterar as cenas dos crimes para despistar a investigação das autoridades.

Mensagens trocadas pelos policiais militares em um grupo criado no aplicativo WhatsApp indicam também que os PMs extorquiam traficantes de drogas ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e comemoravam o recebimento da propina com churrascos realizados dentro da unidade da corporação.

O UOL teve acesso a essas mensagens. O site Ponte Jornalismo entregou em janeiro essas mesmas mensagens à Corregedoria da PM paulista.

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