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PMs prendem suspeito de matar cabo da Rota; detido é acusado de ser do PCC

Josmar Jozino, Luís Adorno e Flávio Costa

Colaboração ao UOL e do UOL, em São Paulo

27/06/2020 17h07

Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) detiveram na madrugada de hoje, na Praia Grande, Baixada Santista, um homem suspeito de participar do assassinato do cabo Jefferson Ferreira, que atuava no mesmo batalhão. O policial foi morto no sábado passado (20).

Thiago Bruno de Menezes, 29, conhecido como TH, foi preso por volta de 1h em uma casa na rua Mário de Andrade. Segundo a Polícia Militar, o acusado era foragido da Justiça e integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Policial da Rota Jefferson Ferreira - Divulgação  - Divulgação
Jefferson Ferreira, PM da Rota assassinado em SP
Imagem: Divulgação

O serviço de inteligência da Polícia Militar recebeu a informação de que um dos assassinos do cabo Jefferson estava escondido na Praia Grande. Guarnições da Rota se deslocaram para o endereço indicado e localizaram Menezes.

O suspeito foi levado para a delegacia da Praia Grande por volta das 10h. Depois, foi reconduzido ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, responsável pela investigação do assassinato do cabo Jefferson, onde foi interrogado.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Menezes, para saber se foi ou não comprovada a participação do suspeito no assassinato do cabo da Rota.

De acordo com o delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do DHPP, o detido foi ouvido na delegacia e, como estava foragido, foi preso. A princípio, no entanto, ele não teria ligação direta com o homicídio do policial.

"Ele é gordo com o que aparece na imagem, mas tem um metro e meio de altura", afirmou. "Estamos trabalhando no caso, e a Rota tem nos ajudado", complementou.

Entenda

Jefferson Ferreira foi morto com tiros de fuzil no último dia 20, no Jardim Helena, zona leste da capital, quando saía de casa para o trabalho em uma moto.

Câmeras de segurança da rua onde ocorreu o crime flagraram três homens ocupando um veículo. O cabo foi atropelado. Pelas imagens, foi possível identificar que três homens participaram do homicídio.

Os assassinos desceram do carro e dispararam tiros de fuzil contra o PM. Ele ainda chegou a ser socorrido no Hospital Santa Marcelina do Itaim Paulista, zona leste, mas não resistiu aos ferimentos.

O assassinato do cabo Jefferson Ferreira ocorreu horas depois de um outro PM ter sido baleado em Carapicuíba, na região metropolitana. Os dois ataques acenderam sinal de alerta na polícia.

Possível integrante do PCC

Além da PM, a Polícia Civil também indica Menezes como integrante do PCC. Ele já foi preso sob a acusação de integrar o "tribunal do crime" da facção, cuja atribuição seria matar inimigos da organização criminosa.

Menezes e outros 16 homens do PCC foram acusados de matar por espancamento e estrangulamento seis integrantes de uma facção criminosa inimiga do PCC em 2017, em Guarulhos.

Uma sétima vítima daquele mesmo crime, identificada como Fernando Nunes Alves, foi morta a tiros pela quadrilha quando era atendida no Hospital Municipal de Urgência da cidade.

Em 11 de dezembro de 2017, os acusados tiveram a prisão temporária decretada. O mandado expedido contra Menezes não foi cumprido. O mesmo aconteceu em relação a ele com o mandado da prisão preventiva, em 16 de fevereiro de 2018.

Em 22 de maio de 2019, a 3ª Vara Criminal de Guarulhos condenou Menezes a 10 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado, por associação ao tráfico de drogas e associação à organização criminosa. Porém, ele encontrava-se foragido.

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