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Quem é quem no Caso Henry Borel, menino de 4 anos morto no Rio

Monique Medeiros no banco dos réus do julgamento sobre a morte do filho, Henry  - Brunno Dantas/TJRJ
Monique Medeiros no banco dos réus do julgamento sobre a morte do filho, Henry Imagem: Brunno Dantas/TJRJ

Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

08/10/2021 20h20Atualizada em 08/10/2021 20h20

Na semana em que se completam sete meses da morte de Henry Borel, 4, familiares e testemunhas voltaram ao noticiário. Na última quarta-feira (6), a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, reuniu e citou alguns dos principais nomes envolvidos no processo que apura a morte do menino.

Relembre quem é quem no caso e saiba os próximos passos no processo:

Henry Borel, a vítima

Henry Borel, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro - Reprodução/Redes Sociais - Reprodução/Redes Sociais
Henry Borel, que morreu em 8 de março, no Rio de Janeiro
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Henry Borel tinha quatro anos quando foi morto no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Após a separação, passava alguns finais de semana com o pai, Leniel Borel.

Horas antes de sua morte, despediu-se do pai, que alega que o filho não queria voltar para a casa da mãe. O IML (Instituto Médico-Legal) constatou que ele morreu com mais de 20 lesões graves no corpo.

Monique Medeiros, a mãe

Retrato de Monique Medeiros no Instituto Penal Ismael Sirieiro. Ela é acusada pelo assassinato do filho Henry - Zô Guimarães/UOL - Zô Guimarães/UOL
Imagem: Zô Guimarães/UOL

Monique Medeiros, 33, é pedagoga. Foi casada por dez anos com Leniel Borel, com quem teve Henry, único filho do casal. Conheceu Jairinho em agosto de 2020, com quem namorou até março de 2021. Fez carreira como professora e diretora da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.

No início deste ano, ganhou um cargo comissionado no TCM-RJ (Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro), do qual foi exonerada em abril, quando foi presa. Monique é ré por homicídio triplamente qualificado no processo que investiga a morte de Henry.

De acordo com as investigações, ela se omitiu diante das agressões cometidas pelo namorado contra Henry.

Jairo dos Santos Souza Junior, o padrasto

Dr. Jairinho em foto no sistema prisional  - Divulgação/Seap - Divulgação/Seap
Imagem: Divulgação/Seap

Mais conhecido como Jairinho, o médico de 43 anos exercia mandato de vereador do Rio de Janeiro até ser acusado pela morte do enteado. Filho de Coronel Jairo, deputado estadual e coronel reserva da Polícia Militar, Jairinho tem grande influência na zona oeste da capital fluminense.

Já foi denunciado à polícia por agressões contra a mãe de seus dois filhos, de um relacionamento anterior. Está preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, e é réu por homicídio triplamente qualificado. As investigações apontam que ele foi responsável por matar Henry.

Leniel Borel, o pai

O menino Henry Borel ao lado do pai, o engenheiro Leniel Borel - Reprodução/Redes Sociais - Reprodução/Redes Sociais
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

O engenheiro é ex-marido de Monique e pai de Henry. Ambos ficaram casados por uma década, quando se separam em outubro do ano passado — segundo Leniel, Monique e Jairinho estavam juntos havia pelo menos dois meses. O divórcio foi oficializado "há poucos dias", de acordo com o engenheiro.

Leniel é assistente de acusação no processo que apura a morte de filho. Desde a morte de Henry, Leniel tem utilizado as redes sociais para escrever textos sobre o luto e pedir justiça pelo crime.

Antes da primeira audiência do caso, Leniel afirmou que espera "punição compatível com a brutalidade" do crime.

Thayná de Oliveira Ferreira, a babá

Babá pediu para que Monique saísse da sala e disse nunca ter visto agressões de Jairinho - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

A babá de 25 anos começou a trabalhar no apartamento de Monique e Jairinho em janeiro deste ano, para cuidar de Henry. Em depoimento à Justiça, Leniel declarou que acordou com Monique o pagamento de parte do salário da funcionária, que fora indicada por Talita, irmã de Jairinho. A mãe de Thayná é funcionária da família de Jairinho há pelo menos seis anos.

A babá depôs à Polícia Civil duas vezes: na primeira versão, relatou que o casal vivia harmoniosamente. Na segunda versão, confirmou o conteúdo de mensagens encontradas na perícia de seu celular: Jairinho mantinha uma rotina de violência contra Henry e Monique havia sido comunicada ao menos duas vezes.

Diante da Justiça, na última quarta-feira (6), Thayná recuou e afirmou que a rotina de violência que percebia pode ter sido fruto da sua imaginação, já que tem medo de Monique e que a patroa pintava Jairinho "como um monstro". Ela foi indiciada esta semana por falso testemunho.