Conteúdo publicado há 2 meses

Ruas de Gramado e Pelotas são evacuadas após chuvas; ponte cede no rio Caí

Uma rua em Gramado, na serra do Rio Grande do Sul, desmoronou no domingo (12) após fortes chuvas que atingiram a cidade. As enchentes também fizeram com que 23 bairros de Pelotas precisassem ser evacuados. Choveu mais de 200 mm desde sábado nas duas cidades

O que aconteceu

A rua Henrique Bertoluci, em Gramado, desabou no bairro Piratini. Em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver a destruição deixada, com residências também em desmoronamento.

Os moradores já haviam sido evacuados, segundo a prefeitura. A Defesa Civil realizou contato prévio com os que moravam em áreas de perigo. 751 pessoas estão desalojadas, em casas de familiares e amigos, enquanto outros 223 estão desabrigados.

No sábado (11), a prefeitura emitiu alerta para evacuação de 16 pontos do município. Quatro deles estão em monitoramento permanente: bairro Três Pinheiros, bairro Piratini, loteamento Orlandi e condomínio Alphaville.

Gramado registrou sete mortes até o momento. Uma família da Linha Pedras Brancas foi vítima de soterramento: Kaique Andriel Ludvig Santos, 13, o padrastro Silvio Antônio Pellicioli, 47, e e a mãe Nitiele Ludvig, 36. Além deles, Noeli da Rosa Duarte, 56, Rudimar Branchine, 62, Matilde Verônica Zimmermann, 47, e Jocemar Zimmermann Branchine, 17 morreram.

Pelotas tem 24 bairros evacuados

A Prefeitura de Pelotas informou que 24 áreas do município devem ser evacuadas imediatamente. Com as chuvas que atingem a cidade, a previsão é que o canal São Gonçalo ultrapasse o maior nível já registrado. A prefeitura tem um mapa de risco, que traz alerta em tempo real das regiões estão com potencial de enchente.

A cidade fica na região da Lagoa dos Patos. A região é uma das que mais preocupam com as chuvas.

Canal São Gonçalo chegou a 2,88 m na noite de domingo, mesmo nível de enchente de 1941. A previsão de especialistas da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) é que esse recorde seja ultrapassado, com a maré alta e a continuidade das chuvas.

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A prefeitura tem um mapa de risco. O alerta em tempo real mostra quais regiões estão com potencial de enchente.

Nível do Guaíba sobe rapidamente e ponte cede no rio Caí

A cota do Guaíba às 16h desta segunda-feira (13) atingiu 5,05 metros, nível 48 centímetros a mais do que o do sábado (11), quando a água atingiu a menor altura desde o início das enchentes. Os dados são da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Agência Nacional de Águas (ANA), que apontava 4,70 metros às 5h de hoje.

Projeção da Defesa Civil é de que água ultrapasse os 5,5 metros. Modelos analisados pelo órgão apontam expectativa de elevação de aproximadamente 5,5 a 5,6 metros nos próximos dias, informou nota.

Nível do Guaíba será o maior da história caso previsão da Defesa Civil se concretize. No domingo (5), ápice das cheias no estado, a água chegou a 5,33 metros. Na cheia de 1941, a água bateu 4,75 metros.

Chuvas também atingem o rio Caí. Uma ponte está com risco de desabamento após ter cedido parcialmente no domingo. A construção liga Nova Petrópolis e Caxias do Sul.

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No fim de semana, o nível do Caí subiu mais de quatro metros. A altura da água está em 14,37 metros, segundo dados do SGB. A cota de inundação do rio é de 10,5 metros.

Governador informou que situação no estado vai piorar. Em publicação nas redes sociais no domingo (12), Eduardo Leite (PSDB) renovou o alerta sobre risco de enchentes e apontou que a água atingiria "novos altos níveis".

Máxima deve atingir a cidade entre esta segunda-feira (13) e a terça-feira (14). O motivo da subida do nível da água é o vento sul forte somado às chuvas que atingem a capital desde a sexta-feira (10), informaram especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto de Pesquisas Hidráulicas.

Chuvas no norte do Rio Grande do Sul também influenciam no nível da água. As áreas das bacias dos rios Taquari, Cai, Sinos e Jacuí, afluentes do Guaíba, também receberam fortes chuvas e ventos de cerca de 50 km/h.

Número de mortos ultrapassa 140

Ao todo, 147 óbitos foram confirmados até a noite do domingo (12). Há 806 feridos e 127 desaparecidos, segundo boletim da Defesa Civil.

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Mais de 2,1 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado. Mais de 530 mil estão desalojadas e outras 80 mil foram acolhidas em abrigos. Ao todo, 447 dos 497 municípios gaúchos sofreram com o impacto das chuvas.

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