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Boulos diz que anunciará alianças para 2º turno amanhã: 'Não escondo apoio'

Do UOL, em São Paulo

17/11/2020 13h25Atualizada em 17/11/2020 17h08

Candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) disse que vai anunciar amanhã quem serão seus apoios no segundo turno contra o atual prefeito Bruno Covas (PSDB).

No domingo (15), o psolista obteve 20,24% dos votos válidos, contra 32,85% do tucano. O anúncio foi feito pelo líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em participação no UOL Entrevista, comandado pelos colunistas do UOL Diogo Schelp e Leonardo Sakamoto.

Boulos já tem o apoio declarado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Carlos Lupi, presidente do PDT, Ciro Gomes e Antonio Neto, vice na chapa de França, também defendem o apoio ao candidato do PSOL contra o atual prefeito Bruno Covas.

"Tenho conversado com bastante gente de outros partidos. Meu esforço é construir uma frente pela justiça social, contra a desigualdade e pela democracia. Uma frente que vai envolver lideranças políticas, partidos progressistas, movimentos sociais. Estamos fazendo a costura. Essa frente vai ser lançada amanhã", disse.

Uma diferença minha para o adversário é que não escondo apoio. Meus apoios são bem-vindos. Amanhã vou expressá-los publicamente. Não adiantei porque quero expressar essa construção de forma concluída, com todos os nomes que temos conversado se manifestando.
Guilherme Boulos sobre Bruno Covas

Boulos valorizou os apoios já declarados de Lula e Ciro e reforçou que quer representar um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao governador João Doria (PSDB) em São Paulo.

"Eles [Lula e Ciro] já se manifestaram publicamente. Já declararam apoio por entender que é um projeto de combate à desigualdade, que vai fazer de São Paulo uma cidade que preserva valores democráticos e de tolerância, em contraponto ao que o Bolsonaro representa no país e Doria no estado de São Paulo", afirmou o candidato do PSOL.

Após Jilmar Tatto (PT) ser derrotado no primeiro turno com 8,65% dos votos válidos, o ex-presidente Lula pediu hoje que "todos os eleitores e eleitoras que votam no PT" e são "progressistas" votem em Boulos por um "compromisso histórico".

Já no caso do PDT, a decisão final ficará a cargo de Márcio França (PSB), que terminou em terceiro lugar com 13,64% dos votos válidos no primeiro turno.

Covas, Doria e Russomanno

Sobre Doria, Boulos disse que é um apoio "constrangedor", por isso Bruno Covas não mostrou o governador na campanha do 1º turno.

"Eu não escondo apoio. Não faço como o Bruno Covas, que está escondendo o João Doria. Entendo que seja constrangedor, mas não é possível enganar o eleitorado", afirmou.

O Bruno só é prefeito porque Doria abandonou a cidade, como tucanos fazem frequentemente. Usam São Paulo como trampolim político para projetos pessoais. Bruno tem escondido, mas eu não tenho constrangimento e não escondo aliados"
Guilherme Boulos sobre Bruno Covas

Em referência a Covas, que era vice de Doria e assumiu a prefeitura após a candidatura dele ao governo do estado, Boulos afirmou que não deixaria o mandato municipal "de jeito nenhum" para se candidatar nas próximas eleições presidenciais, em 2022. Ele foi candidato nas eleições de 2018. "Eu não sou tucano que abandona a Prefeitura [de São Paulo]."

Na avaliação do líder do MTST, os eleitores que votaram em Celso Russomanno — derrotado no primeiro turno com 10,5% dos votos válidos — não são "ideologicamente de direita ou bolsonaristas". Para Boulos, o apresentador de TV ganhou votos daqueles que acompanhavam seu programa televisivo.

É um erro achar que quem votou no Russomanno são ideologicamente de direita ou bolsonaristas. São muitas vezes pessoas que tinham relacionamento com ele pelo programa de TV."
Guilherme Boulos sobre Russomanno

*Colaboraram com esta cobertura Allan Brito e Rafael Bragança, do UOL, em São Paulo