Obama, senadores democratas e artistas defendem controle de armas nos EUA; veja repercussão

Do UOL, em São Paulo

  • Nick Wagner/American-Statesman via Reuters

    05.out.2017 - Policiais investigam massacre de atirador na Primeira Igreja Batista em Sutherland Springs

    05.out.2017 - Policiais investigam massacre de atirador na Primeira Igreja Batista em Sutherland Springs

Após o ataque deste domingo (5) na Primeira Igreja Batista da pequena cidade de Sutherland Springs, no sudeste do Texas, nos Estados Unidos, a pauta do controle de armas ficou ainda mais forte no país. O atirador Devin Patrick Kelley matou pelo menos 26 pessoas e deixou 20 feridas.

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que pressionou o Congresso no ano passado para aprovar um plano de controle de armas, se posicionou sobre o assunto logo após a notícia do massacre:

"Luto com todas as famílias em Sutherland Springs prejudicadas por esse ato de ódio, e ficaremos com os sobreviventes, como se recuperarem… Que Deus também conceda a todos nós a sabedoria para saber quais medidas concretas podemos levar adiante para reduzir a violência e o armamento em nosso meio".

O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, também problematizou uma crise de violência com armas no país, e afirmou que "o Congresso precisa agir".

"O atirador apontou sua arma para pessoas -- crianças -- em um lugar de oração. A América está nas garras de uma crise de violência armada. O Congresso deve agir."

Outro senador democrata, Chris Murphy, de Connecticut, também questionou publicamente o "lobby do mercado de armas":

"Vocês vão conseguir dormir esta noite, colegas, sabendo que o preço de se manter o lobby de armas é este: ruas de cidades e pisos de igrejas e de escolas encharcados de sangue?"

Artistas também se posicionam

A cantora Lady Gaga também citou o controle de armas nos EUA ao manifestar sua solidariedade às vítimas:

Orações para #SanAntonio e todas as famílias que sofrem a perda de entes queridos. Eu vou rezar também pelo #ControledeArmas.

O escritor Stephen King, autor de clássicos como "O Iluminado", que inspirou o filme de mesmo nome, também foi explícito ao se posicionar sobre a necessidade de se ter leis para controle de armas:

"Quantos mais terão de morrer antes de criarmos leis saudáveis de controle de armas? Chega de rezar. Chegou a hora de legislar".

A atriz Patricia Arquette, da série americana CSI:Cyber, questionou o roteiro tradicional de investigações de ataques como esse:

"Não me interessa o nome de atiradores, raça, religião ou partido político. A única maneira de impedir tiroteios em massa é #ControledeArmas"

A ação de hoje ocorre pouco mais de um mês depois de um homem, identificado como Stephen Paddock, de 64 anos, abrir fogo da janela de um dos quartos do Mandalay Bay, famoso cassino e resort, durante um festival de música country na cidade de Las Vegas. Ao todo, 59 pessoas morreram e outras 500 ficaram feridas.

E acontece dois anos depois que o supremacista branco Dylann Roof entrou em uma igreja historicamente frequentada por fiéis afro-americanos em Charleston, na Carolina do Sul, e matou nove pessoas.

Todos os anos, mais de 33 mil pessoas morrem nos Estados Unidos, vítimas das armas de fogo, de acordo com um estudo recente. Desse total, 22.000 são casos de suicídios, informou a agência AFP.

O debate sobre a regulamentação das armas é relançado a cada tragédia, sem que a legislação seja modificada. Parte da explicação está na influência e na pressão exercidas pela Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), o poderoso lobby das armas nos EUA. 

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