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13 dos 61 passageiros com covid na Holanda têm variante ômicron

27.nov.2021 - Passageiros aguardam para fazer testes de covid-19 no Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na Holanda - Redes sociais/via Reuters
27.nov.2021 - Passageiros aguardam para fazer testes de covid-19 no Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, na Holanda Imagem: Redes sociais/via Reuters

Do UOL, em São Paulo

28/11/2021 10h00Atualizada em 28/11/2021 14h18

A nova variante do coronavírus, batizada de ômicron, foi detectada em 13 pessoas que chegaram à capital holandesa, Amsterdã, em dois voos da África do Sul. Elas estão entre os 61 passageiros diagnosticados com a covid-19 ontem.

A nova variante, registrada inicialmente na África do Sul, foi classificada como "preocupante" pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

As autoridades holandesas indicaram que ainda aguardam resultados de outros testes. "A variante ômicron foi identificada até agora em 13 testes positivos à covid-19. Mas as investigações ainda não terminaram. A nova variante ainda pode ser detectada em outras amostras", indicou um comunicado do Instituto de Saúde Pública da Holanda.

Os casos foram descobertos entre cerca de 600 passageiros que chegaram ao Aeroporto Schiphol de Amsterdã em dois voos anteontem, antes de o governo holandês interromper o tráfego aéreo do sul da África devido a preocupações com a variante.

Os passageiros com teste positivo para covid-19 foram colocados em quarentena em um hotel próximo ao aeroporto. Os que tiveram resultado negativo foram solicitados a fazer quarentena em casa por cinco dias e mais exames, enquanto os que estavam fazendo conexão no país foram autorizados a seguir suas viagens.

Após o anúncio dos 13 casos de ômicron, o ministro da Saúde holandês, Hugo de Jonge, fez um "pedido urgente" para que as pessoas que voltassem da África do Sul fizessem o teste de covid "o mais rápido possível".

"Não é impensável que haja mais casos na Holanda", disse ele à imprensa.

A nova variante foi detectada no momento em que muitos países europeus estão lutando contra um aumento nos casos de coronavírus.

O governo holandês anunciou o fechamento noturno de bares, restaurantes e da maioria das lojas enquanto tenta conter uma onda recorde de casos de covid-19 que está afetando seu sistema de saúde.

Casos da nova variante também foram confirmados no Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica, Botsuana, Israel e Hong Kong. Vários países ao redor do mundo, inclusive o Brasil, já proibiram ou restringiram voos de e para a África do Sul em resposta à nova variante.

Potencial 'muito alto' de disseminação

A nova variante tem uma proteína de espigão diferente daquela do coronavírus original, na qual se baseiam as vacinas contra covid-19. Isso aumenta a preocupação de que a B.1.1.529 possa "escapar" da proteção dos imunizantes.

A variante tem um número "extremamente alto" de mutações e potencial "muito alto" de disseminação, estimou o virologista brasileiro Tulio de Oliveira, que mora na África do Sul e é diretor do Krisp, um centro especializado no estudo do coronavírus em Durban, onde foi descoberta a variante beta em 2020.

A Pfizer anunciou que levaria cerca de cem dias para desenvolver e produzir uma vacina sob medida para a nova variante do coronavírus, caso necessário. Um porta-voz da farmacêutica informou que a empresa já está estudando a B.1.1.529 e deve divulgar os primeiros dados "em no máximo duas semanas".

* Com RFI

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