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Guerra da Rússia-Ucrânia

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EUA dizem estar 'preparados' se diplomacia com a Rússia não funcionar

Do UOL, em São Paulo

08/03/2022 09h27Atualizada em 08/03/2022 10h39

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, disse hoje que o país está "preparado" se a diplomacia com a Rússia não funcionar para resolver os conflitos com a Ucrânia e que autoridades americanas têm levado adiante o "compromisso" de impor sanções ao Kremlin.

"Estamos agindo sobre isso em nosso apoio à Ucrânia para garantir que exercemos pressão máxima sobre Putin para acabar com a guerra. Estamos preparados para isso em termos de garantir que nossa aliança seja forte e preparada para defender cada centímetro do território da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)", afirmou Blinken.

A declaração foi dada pelo secretário de Estado ao lado da primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, em entrevista coletiva durante sua visita ao país para conversar com autoridades locais sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que já dura 13 dias.

Blinken também disse que os russos não sabem o que a Rússia está fazendo em cidades ucranianas. "Eles acham que a Rússia está libertando a Ucrânia, mas eles estão destruindo o país. A gente vai se contrapor a essa desinformação russa [...] A gente quer que as pessoas saibam a verdade. Isso não é uma guerra de libertação, é a guerra do Putin para subjugar um país democrático", comentou.

Durante sua viagem à Estônia, o secretário dos EUA ainda se reuniu com a ministra de Relações Exteriores do país, Eva-Marie, e, após o encontro, afirmou que "o ataque a um é um ataque a todos" ao se referir ao avanço russo sobre qualquer território da Otan.

"O presidente Biden está absolutamente comprometido com nossa aliança, comprometido com o Artigo 5. A proposição de que um ataque a um é um ataque a todos, e ele deixou muito claro repetidamente", disse o secretário dos EUA.

Rússia pediu "coexistência pacífica" com os EUA

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse hoje que a Rússia e os Estados Unidos deveriam retornar ao princípio da "coexistência pacífica" como durante a Guerra Fria, informou a agência de notícias ucraniana Interfax.

Ainda de acordo com a agência, o chanceler russo acrescentou que está aberto ao diálogo "honesto e de respeito mútuo" com os EUA e que há esperança para que a normalidade nas relações entre os dois países possa ser restaurada.

Nos últimos dias, os EUA impuseram sanções mais duras contra a Rússia desde o início da invasão à Ucrânia. As medidas têm o objetivo de enfraquecer a economia de determinado país e, em meio a possíveis perdas, encaminhar uma negociação em meio ao conflito em andamento.

Ataques russos continuam

Apesar da sinalização do ministro, os ataques da Rússia à Ucrânia continuam. Em um bombardeio à cidade de Sumy, a cerca de 330 quilômetros de Kiev, ao menos 21 pessoas foram mortas. Duas das vítimas são crianças. O ataque foi realizado ontem, mas a atualização do número de mortos foi feita hoje por autoridades ucranianas.

Segundo o serviço de emergência da Ucrânia, os ataques ocorreram em uma área residencial e vários prédios foram atingidos durante o bombardeio.