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Guerra da Rússia-Ucrânia

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Voluntária ucraniana é morta a tiros ao levar ração para cães em abrigo

Anastasiia Yalanskaya decidiu permanecer na Ucrânia apesar de oferta para deixar conflito  - Reprodução/Facebook
Anastasiia Yalanskaya decidiu permanecer na Ucrânia apesar de oferta para deixar conflito Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

08/03/2022 09h34Atualizada em 09/03/2022 08h34

Uma voluntária ucraniana morreu enquanto tentava chegar a um abrigo em Kiev, capital do país, para levar ração para um grupo de cachorros, que já estavam sem alimento há pelo menos três dias, segundo o programa de TV Newsday, da emissora pública inglesa BBC.

Anastasiia Yalanskaya, 26, decidiu permanecer na cidade mesmo em meio à invasão por parte da Rússia, para trabalhar como voluntária ajudando crianças e animais. Mas, segundo a BBC, na quinta-feira (3) ela foi baleada por soldados do governo de Vladimir Putin enquanto tentava chegar ao esconderijo, a cerca de 10 km da capital. Ela estava dentro de um carro e foi baleada à "queima-roupa".

Andriy, que se identificou como um amigo próximo de Anastasiia, contou que a jovem teve a chance de escapar da guerra, mas tomou a decisão de permanecer na Ucrânia.

anastasiia voluntaria - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Anastasiia tentava chegar a abrigo quando carro foi alvejado
Imagem: Reprodução/Facebook

"Nós propusemos uma mudança para a Bulgária, mas foi uma decisão dela continuar em Kiev e ajudar pessoas e animais", afirmou ele.

"O carro era uma BMW, não parecia um carro militar", disse o amigo, após ser questionado se as tropas sabiam que o veículo levava civis.

Andriy conta que o carro de Anastasiia foi alvejado em uma área totalmente ocupada pelos russos, quando ela estava na companhia de mais dois colegas. O pai de um deles, que ainda mora na região, está ajudando a manter os corpos das pessoas mortas conservados já que, no momento, não é possível transportá-los.

"Ele mantém os corpos na própria casa, porque a cidade continua sendo um campo de batalha e nós não podemos levá-los ao necrotério", explicou ele, à BBC.

"Eu estou triste e com raiva, são sentimentos misturados. Mas eu acho que é importante que nós lutemos contra as forças russas, para proteger nossas famílias. Eu acho que é importante que o espaço aéreo da Ucrânia seja fechado e criar um cinturão com outros países para agir contra a Rússia", adicionou ele.